Decisão sobre subsídio ao diesel importado é adiada para segunda-feira

A decisão sobre a adesão dos estados ao subsídio para o diesel importado foi adiada para a próxima segunda-feira após uma reunião sem consenso entre representantes estaduais e o governo federal.

O encontro, realizado em São Paulo, reuniu secretários da Fazenda por várias horas, mas terminou sem definição. Apesar de avanços nas negociações, parte dos estados ainda demonstrou dúvidas e deve consultar os governadores antes de uma posição final.

Como funciona a proposta de subsídio

O modelo em discussão prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividido igualmente entre União e estados. Cada parte arcaria com R$ 0,60 por litro, com repasses direcionados aos importadores.

A medida também inclui redução temporária de tributos e teria validade até o fim de maio. A estimativa é de um impacto fiscal de cerca de R$ 3 bilhões por mês, podendo chegar a R$ 3,5 bilhões.

Divergências e impacto econômico

Apesar de uma maioria sinalizar apoio, alguns estados ainda resistem à proposta, citando preocupações com a Lei de Responsabilidade Fiscal e a perda de arrecadação, especialmente do ICMS, uma das principais fontes de receita.

A discussão ocorre em meio à alta do diesel, que já acumula aumento superior a 20%, pressionado por fatores internacionais. O objetivo do governo é evitar que esse avanço nos preços seja repassado ao consumidor e contribua para a inflação.

Caso haja acordo, a medida deve ser adotada de forma coordenada entre União e estados. Caso contrário, novas alternativas poderão ser avaliadas pelo governo federal.

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