A SuperFrete anunciou a chegada de André Abadesso como novo Chief Technology Officer, o CTO da companhia. A plataforma, voltada a simplificar a logística para o e-commerce no Brasil, entra em uma nova fase de crescimento com foco em inteligência artificial, eficiência operacional e expansão da base de usuários.
Nos últimos cinco anos, a SuperFrete superou a marca de 150 mil clientes mensais. Agora, a empresa quer ampliar sua atuação e chegar a 2 milhões de usuários, apoiada por uma estrutura tecnológica mais robusta.
“Estamos entrando em um novo momento, olhando para o longo prazo e para os próximos ciclos de crescimento da SuperFrete”, afirma Victor Maes, CEO da companhia.
Fundador vai para o conselho
A chegada de Abadesso também marca uma transição na área de tecnologia. Douglas Ianitsky, um dos fundadores da SuperFrete, deixa a liderança direta da área e passa a contribuir com a companhia no conselho.
“Foram anos muito importantes construindo a tecnologia da SuperFrete desde os primeiros capítulos. Agora, a empresa entra em um momento que pede mais aceleração. Sigo próximo, apoiando esse novo ciclo”, afirma Ianitsky.
Com a mudança, a empresa busca combinar a experiência do fundador com uma nova liderança voltada à próxima etapa de escala.
Novo CTO tem experiência em software, IoT e blockchain
André Abadesso chega à SuperFrete com trajetória ligada à criação de tecnologia em diferentes mercados. Em 2014, fundou uma software house cujos sistemas foram usados nos Jogos Olímpicos do Rio, entre outros eventos.
Em 2016, cofundou a Myio, startup de IoT, sigla para internet das coisas. Depois, em 2020, entrou na Hathor, empresa de blockchain, como investidor early-stage e integrante da área de engenharia.
Na Hathor, participou de uma fase de crescimento que levou a empresa a alcançar valuation de R$ 1 bilhão.
IA entra no centro da estratégia
A nova liderança reforça a aposta da SuperFrete em inteligência artificial aplicada à logística. Para Abadesso, os próximos anos serão definidos pela capacidade das empresas de transformar dados em conhecimento útil para a operação.
“A próxima década será definida por empresas que conseguirem transformar seus dados em um sistema vivo de conhecimento. Em vez de depender de relatórios, análises ou intermediários, a informação passa a responder diretamente, em linguagem natural, para quem precisa dela”, afirma o novo CTO.
Segundo ele, a vantagem competitiva deixa de estar apenas na tecnologia em si e passa a depender da qualidade do conhecimento construído por cada empresa.
“O diferencial agora não está mais só na tecnologia em si, mas na qualidade do conhecimento que cada empresa constrói, no quanto ele é organizado, confiável e utilizável no dia a dia”, diz.
