A construtora e incorporadora Tenda divulgou, na noite desta terça-feira (7), sua prévia operacional referente ao segundo trimestre de 2026. O balanço consolidou marcas recordes para a companhia em lançamentos, vendas brutas, vendas líquidas e expansão de seu banco de terrenos (landbank). No intervalo entre abril e junho, a empresa colocou no mercado 14 novos empreendimentos, somando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,68 bilhão — cifra que representa um salto expressivo de 54,4% na comparação anual e um avanço sequencial de 18,8% em relação ao primeiro trimestre.
As vendas brutas da operação core da Tenda totalizaram R$ 1,507 bilhão no trimestre, registrando expansão de 27% frente ao mesmo intervalo de 2025. Descontando as rescisões, as vendas líquidas consolidadas atingiram o patamar histórico de R$ 1,318 bilhão, o que configura uma evolução anual de 25,4%. O desempenho comercial robusto ocorreu mesmo diante de uma retração marginal na velocidade de vendas líquidas (VSO), que recuou para 23,9%. De acordo com a administração da Tenda, essa desaceleração pontual reflete uma escolha estratégica de reposicionamento e elevação de preços médios ao longo do primeiro semestre, uma blindagem operacional necessária para repassar e compensar as pressões inflacionárias de custos de materiais observadas nos meses de março e abril. A partir de julho, com o alívio desse risco inflacionário na cadeia de suprimentos, a meta da incorporadora é reatar o ritmo acelerado de vendas.
Pelo lado dos distratos, a operação Tenda contabilizou R$ 189 milhões no período, um acréscimo de 39,5% em doze meses. O pico nesta linha do balanço foi associado ao cancelamento preventivo e temporário das vendas de um empreendimento recém-lançado pela companhia, cuja licença ambiental entrou em processo de contestação jurídica e administrativa. A direção da Tenda assegurou ao mercado que cumpriu rigorosamente todos os pré-requisitos legais e regulatórios exigidos e projeta retomar as vendas ativas do projeto assim que o entrave institucional for pacificado.
O grande destaque qualitativo do relatório foi o banco de terrenos consolidado, que atingiu o recorde de R$ 27,7 bilhões em VGV potencial, traduzindo-se em uma expansão de 35,1% em um ano e de 20,3% na comparação trimestral.
Durante os três meses reportados, a Tenda desembolsou capital para adquirir cerca de R$ 5 bilhões em novas áreas, direcionando estrategicamente 39% desses aportes para a região Nordeste, em linha com seu plano de diversificação geográfica fora do eixo tradicional do Sudeste.
A Alea, braço especializado na construção industrializada de casas pré-fabricadas da Tenda, também deu mostras de tração operacional ao lançar três condomínios no trimestre, com VGV de R$ 85,5 milhões. A unidade de negócios registrou vendas brutas de R$ 102,4 milhões e vendas líquidas de R$ 84,2 milhões, ostentando uma VSO líquida saudável de 36,5%.
O landbank exclusivo da Alea encerrou o período avaliado em R$ 6,1 bilhões, respondendo por uma fatia de 18,4% do portfólio de terrenos total da holding. Por fim, a incorporadora informou o encerramento definitivo do projeto Canoas — que previa a construção de 1.500 unidades habitacionais —, operação descontinuada sem a incidência de qualquer tipo de ônus ou penalidade financeira para o caixa da Tenda.









