A Trace Finance, fintech de infraestrutura para pagamentos internacionais, levantou uma rodada Série A de US$ 32 milhões. O aporte foi liderado pela CoinFund e contou com a participação de investidores como Coinbase Ventures, Haun Ventures, Valor Capital, Jump Capital, Paxos e HOF Capital.
A rodada também teve investidores estratégicos ligados ao mercado de cripto e infraestrutura financeira. Entre eles estão Chainlink Labs, SNZ Capital, Sean Neville, cofundador da Circle, Anatoly Yakovenko, cofundador da Solana Labs, Bam Azizi, cofundador e CEO da Mesh, e Ricardo Villela Marino, sócio e chairman do Itaú Unibanco.
Sediada nos Estados Unidos e fundada por brasileiros, a Trace atua como infraestrutura para banking e pagamentos cross border, termo usado para operações financeiras entre países. A empresa conecta o mercado americano à América Latina e a outros mercados emergentes.
Fintech quer ampliar capacidade de transações
O capital será usado para expandir a capacidade de transações da plataforma e aprofundar produtos ligados a câmbio, conectividade bancária, compliance e liquidação internacional.
A Trace também pretende ampliar sua atuação regulada nos Estados Unidos, Brasil, América Latina, Ásia-Pacífico e outras jurisdições consideradas prioritárias.
A empresa se posiciona como uma camada regulada para viabilizar operações de grandes plataformas tecnológicas, exchanges, bancos internacionais e companhias de pagamento em mercados complexos.
Brasileiros fundaram a empresa em 2020
A Trace Finance foi fundada em 2020 por Bernardo Brites, CEO da companhia, Leone Parise, CTO, e Rafael Luz, COO.
Em 2022, a startup já havia levantado uma rodada seed de R$ 22 milhões, liderada pela HOF Capital, com participação da Circle Ventures, Mantis Ventures e 2TM, controladora do Mercado Bitcoin.
Naquele momento, também entraram no captable nomes como Andres Bilbao, da Rappi, Paulo Silveira, da Alura, e Lincoln Ando, da idwall.
Mercado exige infraestrutura regulada
Para Bernardo Brites, o mercado de pagamentos internacionais passou por uma transformação nos últimos anos. Além do avanço tecnológico, as operações ficaram mais complexas e passaram a exigir conhecimento regulatório local.
“O mercado de pagamentos internacionais se transformou profundamente nos últimos anos. Além dos avanços tecnológicos, os fluxos estão se tornando cada vez mais complexos, exigindo dos operadores profundo conhecimento regulatório e atuação através de estruturas reguladas locais”, afirma Brites.
Segundo o CEO, a nova rodada permitirá fortalecer a infraestrutura usada por empresas de tecnologia, exchanges, bancos internacionais e companhias de pagamento para conectar liquidação digital a sistemas financeiros locais.
América Latina serviu como campo de testes
A América Latina foi uma das regiões centrais para a tese da Trace. O mercado é marcado por custos altos, processos fragmentados e dificuldades operacionais em pagamentos internacionais.
Para responder a esse cenário, a fintech estruturou uma instituição financeira regulada nos Estados Unidos para operar como braço internacional das transações.
A proposta é conectar liquidação em tempo real nos EUA a sistemas financeiros locais, reduzindo fricções para empresas que precisam movimentar dinheiro entre diferentes países.
“A próxima fase da movimentação global de dinheiro será vencida por empresas capazes de conectar a liquidação em tempo real nos EUA a sistemas financeiros locais confiáveis”, afirma Einar Braathen, sócio da CoinFund.
