Unico cresce 130% fora do Brasil e acelera expansão em identidade digital

A Unico registrou crescimento de 130% na receita internacional no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa brasileira de verificação de identidade também avançou 84% no volume de transações no período.

O resultado acompanha a expansão da companhia fora do Brasil, com destaque para o México, onde o volume transacional triplicou e cresceu 204% no trimestre.

A receita consolidada da Unico subiu 34% no primeiro trimestre de 2026. Para o ano, a empresa mantém guidance de crescimento entre 30% e 40%, apoiada na expansão internacional, na demanda por combate a fraudes com inteligência artificial e no lançamento de novos produtos.

México puxa avanço internacional da Unico

A operação mexicana foi o principal destaque da expansão internacional no trimestre. O país se tornou uma frente importante para a companhia em identidade digital, autenticação e prevenção a fraudes.

Segundo a Unico, o avanço fora do Brasil foi impulsionado pelo aumento no número de transações de verificação de identidade. A empresa já está presente em 20 países e avalia a entrada em novos mercados da América Latina, incluindo a Argentina.

“Esses resultados são parte do caminho para nos tornarmos uma infraestrutura de confiança global, protegendo pessoas e instituições em todo o mundo”, afirma Luis Felipe Monteiro, CEO da Unico na América Latina. “O crescimento acelerado, tanto em volume no Brasil quanto em receita internacional, valida a tese de que nossa tecnologia resolve o complexo desafio de identificar quem é humano e impedir fraudes sintéticas em escala.”

Fraudes com IA aumentam demanda por verificação

A expansão da Unico ocorre em um momento de maior preocupação com fraudes sintéticas, deepfakes e tentativas de burlar sistemas digitais com inteligência artificial.

Empresas financeiras, varejistas, plataformas digitais e serviços online passaram a exigir tecnologias mais robustas para confirmar identidade, reduzir risco e proteger operações de cadastro, login e transações.

A Unico atua nesse mercado com soluções de biometria, autenticação e verificação de identidade. A companhia vem posicionando sua tecnologia como uma camada de confiança para empresas que precisam saber se o usuário é real, está autorizado e não representa risco de fraude.

Aquisições ampliam tecnologia proprietária

Nos últimos anos, a Unico fortaleceu sua base tecnológica com aquisições. A empresa comprou a Oz Forensics, especializada em tecnologias de prova de vida e detecção de fraude biométrica, e a israelense OwnID, voltada à autenticação sem senha.

Essas aquisições ampliaram o portfólio da companhia em autenticação, segurança digital e identidade. A combinação de biometria, prova de vida, autenticação e análise antifraude ajuda a empresa a disputar contratos em mercados mais maduros e regulados.

A presença internacional também exige adaptação a diferentes regras de proteção de dados, padrões de segurança e necessidades locais de verificação.

Novos produtos entram no plano de crescimento

Além da expansão geográfica, a Unico aposta em novos produtos para sustentar o avanço em 2026. Uma das frentes citadas pela companhia é a solução de verificação de idade no Brasil.

Esse tipo de tecnologia pode atender setores que precisam restringir acesso a produtos, serviços ou conteúdos por faixa etária, com menos atrito para o usuário e mais segurança para as empresas.

A demanda por identidade digital também cresce junto com a digitalização de serviços financeiros, varejo online, apostas, plataformas de conteúdo, saúde, educação e serviços públicos.

Empresa mira infraestrutura global de confiança

A Unico entra em 2026 com crescimento internacional acelerado, operação em 20 países e uma tese voltada à segurança das interações digitais.

Com receita internacional em alta, avanço no México e novas avaliações na América Latina, a companhia busca ampliar sua posição em um mercado pressionado por fraudes mais sofisticadas e uso crescente de IA por criminosos.

O próximo ciclo dependerá da capacidade de escalar tecnologia proprietária, adaptar produtos a cada país e manter precisão em um ambiente digital cada vez mais vulnerável a identidades falsas.

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