Varejo americano registra estabilidade nas vendas em dezembro

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As vendas no varejo dos Estados Unidos frustraram as expectativas do mercado e ficaram estagnadas em dezembro, sugerindo uma perda de fôlego da maior economia do mundo na virada para 2026. Segundo dados divulgados pelo Census Bureau nesta terça-feira (10), o resultado de 0,0% interrompe a trajetória de crescimento de 0,6% registrada em novembro e fica abaixo da alta de 0,4% projetada por economistas.

O desempenho morno reflete um consumidor mais cauteloso diante do aumento de preços provocado por tarifas comerciais e um mercado de trabalho que começa a dar sinais de desaquecimento.

Para manter o nível de compras nos últimos meses, as famílias americanas recorreram às suas reservas financeiras: a taxa de poupança caiu para 3,5% em novembro, o menor nível em três anos. Por outro lado, o efeito negativo foi parcialmente compensado pela valorização do mercado imobiliário e pela forte recuperação das bolsas de valores, que sustentam a riqueza patrimonial dos americanos.

Um dado que preocupa analistas é o chamado “núcleo” das vendas no varejo — que exclui itens voláteis como automóveis, gasolina e materiais de construção.

Esse indicador, utilizado para medir o componente de consumo dentro do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,1% em dezembro. Somado à revisão para baixo dos dados de novembro, o cenário indica que o motor do crescimento econômico dos EUA pode ter girado em uma marcha mais lenta no encerramento de 2025.

A divulgação desses números ocorre com atraso devido à paralisação do governo ocorrida no ano passado, o que aumenta a expectativa para os dados preliminares do PIB do quarto trimestre, previstos para a próxima semana.

Após um terceiro trimestre robusto, com expansão anualizada de 4,4%, economistas agora revisam suas projeções para baixo, monitorando se a estabilidade nas vendas é um ajuste pontual ou o início de uma tendência de retração no consumo.

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