A Vivo ampliou a presença feminina em seu Conselho de Administração com a nomeação da executiva espanhola María Cristina Rotondo Urcola. Com a mudança, a Telefônica Brasil passou a ter cinco mulheres entre os 12 integrantes do colegiado, o equivalente a 42% da composição.
María Cristina assumiu a vaga deixada por Javier de Paz, que deixou o cargo em fevereiro de 2026. Segundo a companhia, a alteração mantém em 83% o percentual de conselheiros independentes.
O avanço ocorre em meio à pressão crescente de investidores e órgãos reguladores por maior diversidade em cargos de liderança. Conselhos mais diversos têm sido associados a melhor governança, pluralidade de decisões e gestão de riscos mais robusta.
Até o ano passado, a participação feminina no conselho da empresa era de 33%. Dessa forma, a nova composição representa avanço relevante em relação ao patamar anterior.
Levantamento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) citado por executivos da companhia mostra que mulheres ocupam, em média, 21,1% das cadeiras em conselhos no Brasil. Assim, a Vivo opera acima da média nacional.
Nova conselheira tem trajetória em finanças e tecnologia
María Cristina Rotondo Urcola construiu carreira de 27 anos no Banco Santander. Ela iniciou trajetória no Santander Investments e depois atuou na divisão Global Banking and Markets, onde liderou por uma década a equipe global voltada aos setores de telecomunicações, mídia e tecnologia.
Em 2017, a executiva passou a atuar em atividades acadêmicas e em conselhos empresariais. Desde então, lecionou em instituições como IE Business School e Instituto BME, além de participar de diferentes empresas.
Ela também já integrou a estrutura da Telefónica, controladora da Vivo. No grupo, participou do Conselho de Administração, do Comitê de Sustentabilidade e Regulação e do Comitê de Auditoria e Controle.
A executiva é formada em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidad Complutense, em Madri, e possui formação complementar em sustentabilidade e inteligência artificial.
Por fim, a nomeação reforça a tendência de profissionalização e diversificação dos conselhos corporativos no Brasil. Assim, a governança empresarial tende a seguir como tema central entre grandes companhias listadas.