A VOLL registrou R$ 38,1 milhões em economia para clientes na compra de passagens aéreas nacionais entre janeiro e maio de 2026. O resultado representa um salto em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a economia gerada pela plataforma havia sido de R$ 4,8 milhões.
O avanço ocorre em um momento de pressão sobre os custos do setor aéreo. Com tarifas mais altas, empresas que dependem de viagens corporativas passaram a buscar formas de reduzir despesas sem abrir mão de governança, previsibilidade e controle sobre as políticas internas.
Nesse cenário, o VOLL Flights, lançado em julho de 2025, ganhou relevância. A ferramenta atua durante a busca por passagens, cruza diferentes canais de distribuição e identifica combinações que podem reduzir o custo final da viagem.
Como a tecnologia busca tarifas mais competitivas
A plataforma funciona em segundo plano enquanto o viajante realiza a pesquisa normalmente. O sistema compara opções de voos, analisa tarifas disponíveis em diferentes fontes e identifica alternativas que dificilmente seriam encontradas manualmente.
Um dos recursos da solução é combinar trechos de companhias aéreas diferentes ou transformar emissões separadas em uma viagem de ida e volta mais econômica. Segundo a VOLL, esse modelo pode reduzir o custo por trecho em até 36% nas principais rotas corporativas do Brasil.
A proposta é evitar que a escolha da passagem mais barata dependa apenas do viajante. Em buscadores tradicionais, muitas combinações não aparecem de forma clara ou exigem uma comparação manual extensa. Com a automação, a plataforma prioriza alternativas mais econômicas que ainda respeitam as regras definidas pela empresa.
De acordo com a companhia, mais de 70% dos viajantes corporativos deixam de escolher a menor tarifa disponível por limitações dos buscadores convencionais. Na prática, parte da economia possível se perde antes mesmo da emissão da passagem.
Alta das tarifas amplia impacto da economia
A economia gerada pela tecnologia ficou mais evidente em 2026 porque as tarifas aéreas subiram. Com custos maiores, descontos percentuais que antes tinham impacto menor passaram a representar valores mais relevantes nos orçamentos corporativos.
Entre janeiro e maio, a VOLL identificou que as maiores economias ocorreram em reservas feitas entre quatro e sete dias antes do embarque. Nessa janela, o desconto médio chegou a 16,3%. Já nas compras feitas com mais de 60 dias de antecedência, a economia média ficou em 11,9%.
O dado mostra que a antecedência continua importante, mas não é o único fator para reduzir custos. Em períodos de maior volatilidade, os preços variam mais entre canais, formatos de emissão e combinações de trechos. Isso aumenta o espaço para ferramentas de busca avançada encontrarem oportunidades.
Em maio, por exemplo, o desconto médio obtido pelos clientes da VOLL chegou a 15,4% sobre os preços de mercado. No mesmo mês de 2025, o percentual havia sido de 3%.
“Em 2025, economizar 3% em uma passagem tinha um impacto relativamente pequeno para a maioria das empresas. Em 2026, com tarifas mais altas, uma economia superior a 15% passou a representar uma diferença relevante para os orçamentos de viagens”, afirma Luciano Brandão, CEO da VOLL.
Ponte aérea lidera economia em viagens corporativas
As maiores economias em valores absolutos apareceram nas rotas mais usadas pelo mercado corporativo. A ponte aérea Rio-São Paulo liderou a base da VOLL entre janeiro e maio.
Somadas, as operações entre Congonhas e Santos Dumont geraram R$ 5,2 milhões em economia no período, com desconto médio de 26% em relação aos preços praticados no mercado.
Os maiores percentuais, porém, surgiram em rotas regionais. Nos trechos Brasília-São Paulo e Goiânia-São Paulo, a economia média chegou a 29,5%.
Segundo a empresa, mercados com menor concorrência costumam apresentar maior variação de tarifas entre canais de venda. Isso amplia as oportunidades para sistemas capazes de cruzar diferentes fontes de conteúdo e encontrar combinações menos óbvias.
“São economias que normalmente permanecem invisíveis para quem compra diretamente em um único canal. Elas surgem quando conseguimos cruzar diferentes fontes de conteúdo e identificar combinações que não aparecem nas buscas tradicionais”, diz Brandão.
