A Wealthfront, empresa de gestão de patrimônio digital automatizada, conhecida como robo-advisor, anunciou nesta terça-feira (2) que pretende alcançar uma avaliação de até US$ 2,05 bilhões em sua Oferta Pública Inicial (IPO) nos Estados Unidos. O movimento coloca a companhia como a mais recente fintech a testar o forte apetite dos investidores por listagens de tecnologia e serviços financeiros.
A empresa, sediada em Palo Alto, Califórnia, planeja levantar até US$ 485 milhões com a venda de 34,6 milhões de ações, incluindo papéis oferecidos por acionistas atuais. O preço por ação está previsto para variar entre US$ 12 e US$ 14.
O anúncio da Wealthfront ocorre em um momento de recuperação no mercado de IPOs dos EUA, que havia enfrentado uma desaceleração impulsionada pela incerteza da política comercial. O aumento das expectativas de um corte na taxa de juros do Federal Reserve elevou a demanda dos investidores por novas ofertas, beneficiando empresas fintech que têm atraído forte demanda e visto suas ações dispararem em suas estreias no mercado, como a sueca Klarna, o banco digital americano Chime e a plataforma de negociação israelense eToro.
Fundada em 2008 por Andy Rachleff e Dan Carroll, a Wealthfront oferece aos seus clientes uma variedade de ferramentas automatizadas e serviços de baixo custo, incluindo contas de caixa, investimentos em ETFs e títulos, além de serviços de negociação e empréstimos.
A empresa pretende abrir seu capital na Nasdaq Stock Market sob o símbolo “WLTH”. A oferta será coordenada por grandes bancos, como Goldman Sachs, JP Morgan e Citigroup.
É relevante notar que, em 2022, a Wealthfront foi avaliada em US$ 1,4 bilhão quando sua aquisição planejada pelo banco suí UBS foi cancelada. O cancelamento ocorreu após relatos de resistência dos acionistas em relação aos termos do acordo.
A Wealthfront é pioneira no conceito de robo-advisor e oferece uma série de serviços automatizados de gestão de patrimônio e planejamento financeiro. O sistema cria e gerencia portfólios diversificados de ETFs (Exchange-Traded Funds) de baixo custo. A alocação é baseada no perfil de risco e nos objetivos financeiros do cliente, sendo automaticamente rebalanceada e otimizada pelo algoritmo.
