WEG firma contrato com Engie para expansão da Usina Jaguara

A WEG (WEGE3) anunciou nesta segunda-feira (27) a assinatura de um contrato relevante com a Engie Brasil Energia para o fornecimento de equipamentos destinados ao projeto de expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. O investimento total do empreendimento está estimado em R$ 1,2 bilhão e visa ampliar a capacidade instalada do complexo em 232 megawatts (MW).

Pelo acordo, a fabricante catarinense fornecerá duas novas unidades geradoras com potência de 116 MW cada. Os equipamentos serão instalados em poços já existentes na estrutura da usina, otimizando o uso da infraestrutura civil disponível. Segundo o cronograma divulgado pela companhia, o início da operação comercial das novas turbinas está previsto para o ano de 2030.

A conquista do novo contrato ocorre em um momento de forte otimismo do mercado financeiro em relação ao desempenho operacional da companhia. Após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), grandes casas de análise iniciaram uma rodada de revisão para cima nas projeções e recomendações para os papéis da multinacional.

Em relatórios publicados nos últimos dias, bancos globais e domésticos como o JPMorgan e o Bradesco BBI elevaram a classificação das ações WEGE3. Os analistas destacam a convergência entre uma perspectiva de crescimento acelerado para os próximos anos, um valuation atrativo e a exposição estratégica a tendências globais, como eletrificação industrial, expansão das redes de transmissão e sistemas de armazenamento de energia em baterias.

A movimentação mais recente no mercado foi liderada pelo Bradesco BBI, que elevou a recomendação do papel de neutra para outperform (equivalente à compra). O banco reajustou o preço-alvo da ação de R$ 48 para R$ 60, o que representa um potencial de valorização (upside) de aproximadamente 30% em relação às cotações atuais.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, a WEG ingressa em um ciclo de aceleração do faturamento, impulsionado pela maturação dos investimentos recentes em expansão da capacidade produtiva de transformadores e novos negócios. A visão positiva é respaldada pelo JPMorgan, que também ajustou sua recomendação para overweight (compra), apontando para a capacidade histórica da gestão em sustentar a rentabilidade e o ritmo de entregas no longo prazo.

Sair da versão mobile