Em um mercado de moda cada vez mais influenciado pela busca por conforto e praticidade no dia a dia, a marca brasileira de calçados femininos Wishin avança em sua estratégia de expansão e inaugura sua quinta loja física e a primeira dentro de um shopping, no Morumbi Shopping, em São Paulo.
O novo endereço marca um passo importante na trajetória da empresa, que registrou crescimento de cerca de 330% em faturamento entre 2021 e 2024 e projeta alcançar R$ 69 milhões em receita em 2026. Apenas no último ano, o faturamento bruto da marca passou de R$ 53,4 milhões para R$ 59,4 milhões, um crescimento de 11%.
“A abertura da loja no Morumbi Shopping representa um novo capítulo para a Wishin”, afirma Anna Shin, CEO e co-founder da Wishin. “Mais do que expansão, esse movimento fortalece nosso posicionamento e amplia os pontos de contato com quem já acompanha a marca”, completa.
Com presença consolidada no digital e em quatro lojas de rua, a Wishin inicia agora um novo movimento estratégico com a inauguração da unidade no Morumbi Shopping — um dos centros comerciais mais tradicionais da capital paulista.
Logo na entrada da nova loja, as consumidoras encontrarão as peças da coleção de inverno “Agora & Sempre”, que nasce da beleza do cotidiano, da constância e do conforto que vira memória.
Em 2011, com a ajuda de sua irmã, Joana, designer de produto, Anna, estilista, desenvolveu a primeira sapatilha. Com investimento inicial de R$ 10 mil, elas buscavam o clean, a simplicidade e, principalmente, o conforto.
Após muitos testes, encontraram um profissional — que segue com a marca — para produzir o primeiro lote de 20 sapatilhas. Com os sapatos no porta-malas do carro, saíram para apresentar a marca e, inicialmente, venderam para familiares e amigos.
Também participaram de feiras de moda em São Paulo, como a tradicional feira da Praça Benedito Calixto. A primeira loja física veio pouco tempo depois, na rua Maria Antônia, próxima à Universidade Mackenzie, e marcou o início da construção de uma marca que hoje vende quase 200 mil pares de calçados por ano.
Mais do que acompanhar tendências, a empresa construiu sua identidade ao responder a uma mudança silenciosa no comportamento feminino: a busca por produtos que conciliem estética e conforto para a rotina real das mulheres.
“O começo da Wishin foi modesto, já que produzíamos poucos pares e vendíamos diretamente para as clientes, o que nos permitiu entender de perto o que elas realmente buscavam”, explica Anna. “Esse contato direto moldou a marca desde o início”, pontua.
Hoje, além de calçados femininos, a Wishin também comercializa acessórios como bolsas, carteiras, cintos, meias e produtos para cuidados com sapatos. O ticket médio da marca é de R$ 312 e o negócio mantém uma operação híbrida, agora com cinco lojas físicas e um e-commerce responsável por cerca de 60% do faturamento.
Embora tenha começado no varejo físico, a Wishin encontrou no ambiente digital um dos motores de expansão da marca. Durante a pandemia, com as lojas fechadas, a empresa intensificou os investimentos em mídia e marketing digital, o que acelerou a maturidade do e-commerce.
No período, o faturamento mensal online saltou de cerca de R$ 500 mil para R$ 3,5 milhões, enquanto a presença digital da marca também ganhou escala: a base de seguidores nas redes sociais passou de cerca de 10 mil em 2020 para mais de 510 mil atualmente.
Parte desse crescimento está ligado à fidelização das clientes. Alguns modelos de calçados permanecem no portfólio da marca há mais de sete anos e continuam entre os mais vendidos, reforçando o posicionamento da empresa em torno de design atemporal e conforto estrutural.
