O governo do Reino Unido anunciou, nesta terça-feira, a formação de uma força-tarefa composta por especialistas de alto nível em inteligência artificial para modernizar setores críticos da administração pública.
O projeto, que conta com o aporte financeiro da Meta, visa o desenvolvimento de ferramentas customizadas para aprimorar a infraestrutura de transportes, a segurança pública e as estratégias de defesa nacional. A iniciativa reflete a ambição do primeiro-ministro Keir Starmer em posicionar o país como uma liderança global no setor, utilizando a inovação para elevar a produtividade governamental.
A equipe selecionada reúne cientistas de dados do prestigioso Instituto Alan Turing e acadêmicos especializados em áreas como visão computacional, aprendizado de máquina e sistemas de segurança crítica.
Durante o próximo ano, esse grupo focará na criação de soluções de código aberto, permitindo que o Estado britânico gerencie redes rodoviárias e tome decisões de segurança nacional sem a necessidade de recorrer a sistemas comerciais de código fechado. Essa abordagem garante maior soberania tecnológica e autonomia operacional para os departamentos governamentais.
Um dos pilares centrais do programa é a utilização do modelo Llama, a inteligência artificial de código aberto da Meta. Capaz de processar grandes volumes de texto, vídeo, áudio e imagem, o sistema servirá de base para que o governo desenvolva suas próprias aplicações.
Segundo o comunicado oficial, a Meta — que confirmou o financiamento em julho de 2025 — ressaltou que a propriedade intelectual das ferramentas construídas pertencerá integralmente ao governo britânico.
Essa estrutura jurídica e técnica permite que dados sensíveis e informações de inteligência sejam mantidos dentro dos servidores públicos, eliminando riscos de exposição em plataformas de terceiros.
Além de fortalecer a segurança nacional, a estratégia de código aberto possibilita que cada departamento adapte a tecnologia às suas necessidades específicas ao longo do tempo. O projeto surge como um marco na colaboração entre o setor público e as gigantes de tecnologia, priorizando a transparência e o controle estatal sobre algoritmos essenciais.









