O BTG Pactual reportou, nesta segunda-feira (9), resultados financeiros históricos que o consolidam como o maior banco de investimentos da América Latina em termos de performance e escala.
No quarto trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado da instituição saltou 40,3% na comparação anual, atingindo R$ 4,6 bilhões. O desempenho veio praticamente em linha com as projeções do mercado, que estimavam R$ 4,56 bilhões, conforme levantamento da LSEG.
A receita total do banco também estabeleceu um novo marco, alcançando R$ 9,09 bilhões entre outubro e dezembro, uma expansão de 35,1% sobre o mesmo período do ano anterior.
Em relatório, a administração do BTG atribuiu o sucesso de 2025 a uma execução rigorosa e à resiliência de seu modelo de negócios diversificado, que permitiu entregas consistentes mesmo diante de oscilações macroeconômicas.
Outro destaque do balanço foi a rentabilidade. O Retorno Ajustado sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE) atingiu expressivos 27,6% no trimestre, superando significativamente os 23% registrados um ano antes.
O indicador reforça a eficiência do banco em gerar valor a partir de sua base de capital em um ano classificado pela própria instituição como “à prova de intempéries”.
Apesar dos números robustos, a recepção no mercado acionário tende a ser ponderada. Analistas do JPMorgan classificaram o ano do BTG como “excepcional”, mas observaram que, como os resultados vieram muito próximos do que já era esperado pelos investidores, a reação das ações deve ser neutra no curto prazo, uma vez que o otimismo já estava precificado nos papéis.









