A Organização Meteorológica Mundial, agência ligada à ONU, alertou para a possibilidade de retorno do El Niño nos próximos meses. Segundo a entidade, os modelos climáticos indicam alta probabilidade de formação do fenômeno em meados de 2026.
As projeções mostram transição das atuais condições neutras no Oceano Pacífico para uma fase de aquecimento gradual. Há chance relevante de desenvolvimento entre maio e julho, com fortalecimento ao longo do segundo semestre.
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico equatorial ficam mais quentes que a média por período prolongado. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e influencia padrões climáticos em várias regiões do planeta.
Além disso, a ONU destacou que ainda não há certeza total sobre a intensidade final do evento. Mesmo assim, especialistas afirmam que os sinais atuais justificam monitoramento reforçado e preparação antecipada.
Brasil pode ter impactos distintos entre regiões
No Brasil, os efeitos do El Niño costumam variar conforme a região. Historicamente, o fenômeno aumenta o risco de seca no Norte e em partes do Nordeste, enquanto favorece chuvas acima da média no Sul.
Ao mesmo tempo, áreas do Centro-Oeste e Sudeste podem enfrentar ondas de calor, irregularidade nas chuvas e impactos sobre reservatórios e agricultura. O comportamento exato depende da intensidade do fenômeno e de fatores climáticos locais.
O tema preocupa porque o último evento relevante, entre 2023 e 2024, coincidiu com recordes de temperatura global e episódios extremos, como secas severas e enchentes intensas em diferentes países.
Além disso, especialistas lembram que o aquecimento global pode potencializar efeitos já associados ao El Niño, ampliando extremos climáticos e prejuízos econômicos. Por isso, governos e setores produtivos acompanham as previsões com atenção.
Por fim, a recomendação internacional é de preparação preventiva. Assim, agricultura, energia, defesa civil e gestão hídrica tendem a ser áreas estratégicas caso o fenômeno se confirme nos próximos meses.









