A Receita Federal informou que arrecadou R$ 308 milhões em março com a nova taxação sobre dividendos. A cobrança entrou em vigor neste ano e incide sobre valores acima de R$ 50 mil recebidos por pessoas físicas de uma mesma empresa no mês.
A alíquota definida é de 10% sobre o excedente. A medida foi aprovada como forma de compensar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.
Segundo a Receita, o desempenho inicial representa uma nova fonte de arrecadação dentro do pacote tributário adotado pelo governo para equilibrar receitas públicas. Ao mesmo tempo, o resultado de março será acompanhado pelo mercado para medir o potencial real da medida ao longo do ano.
Especialistas apontam que parte das empresas antecipou distribuição de lucros em 2025, antes da entrada em vigor da nova regra. Por isso, a arrecadação dos primeiros meses pode ficar abaixo do esperado inicialmente.
Arrecadação total bate recorde para março
No mesmo anúncio, a Receita informou que a arrecadação federal totalizou R$ 229,249 bilhões em março. O valor foi o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000.
Entre os fatores que impulsionaram o resultado, o órgão destacou crescimento das receitas de PIS e Cofins, que somaram R$ 48,137 bilhões no período.
Ao mesmo tempo, o governo acompanha se a taxação de dividendos conseguirá manter ritmo suficiente para ajudar na compensação das perdas provocadas pela redução do IR para parte da população. Essa conta será relevante para metas fiscais de 2026.
Para investidores e empresários, a medida também pode influenciar estratégias de distribuição de lucros, reinvestimento e reorganização societária nos próximos meses.
Por fim, os dados de março indicam que a nova tributação começou a produzir efeitos práticos. Assim, o desempenho ao longo do ano mostrará se a arrecadação ficará próxima das projeções oficiais.









