A Movida (MOVI3) anunciou nesta terça-feira a aprovação, pelo conselho de administração, de um novo programa de recompra de ações envolvendo até 15% do total de papéis em circulação da companhia de aluguel de carros e gestão de frotas. O percentual equivale a até 27,9 milhões de ações, segundo fato relevante divulgado pela empresa.
Com base no preço de fechamento dos papéis nesta terça-feira, de R$ 8,97 por ação, a companhia poderá investir cerca de R$ 250 milhões caso o programa seja integralmente executado. O prazo de duração é de 18 meses, com início em 19 de maio de 2026 e encerramento previsto para 19 de novembro de 2027.
O anúncio do programa de recompra não impediu a queda dos papéis no pregão desta terça-feira. As ações da Movida encerraram o dia com recuo de 6%, ampliando as perdas acumuladas no ano: no período, os papéis já somam queda de 6,6%.
O programa de recompra é uma prática comum entre companhias abertas que buscam sinalizar confiança na trajetória do negócio e criar valor para os acionistas em momentos de desvalorização das ações. Ao reduzir o número de papéis em circulação, a empresa pode melhorar indicadores como o lucro por ação e, potencialmente, sustentar a cotação no mercado.
Para a Movida, o anúncio chega em um momento de pressão sobre o papel, que acumula perdas relevantes no ano. A empresa atua em um setor intensivo em capital e sensível ao ciclo econômico, com resultados influenciados por variáveis como taxas de juros, depreciação da frota e nível de atividade econômica — fatores que têm pesado sobre as perspectivas do segmento de locação de veículos no Brasil.
Para os acionistas, ao reduzir o número de ações em circulação, cada papel restante passa a representar uma fatia maior da empresa. Isso tende a melhorar indicadores como o lucro por ação (LPA), o que pode valorizar as ações ao longo do tempo.
Para a estrutura de capital, as ações recompradas podem ser canceladas — o que reduz permanentemente o capital social — ou mantidas em tesouraria para uso futuro, como em programas de remuneração variável a executivos ou em futuras emissões.









