O JPMorgan voltou a cobrir 14 empresas globais de biotecnologia e afirmou que o setor entrou em um “ponto de inflexão” importante, impulsionado pelo avanço de medicamentos inovadores, expansão comercial e maior previsibilidade de lucro.
Segundo os analistas liderados por Jessica Fye, parte das principais biotechs já conseguiu transformar pesquisas e pipelines clínicos em operações lucrativas, enquanto outras estão próximas dessa virada.
Moderna, Vertex e Alnylam aparecem entre os destaques
O banco destacou empresas como Vertex Pharmaceuticals, Alnylam, BeOne Medicines, United Therapeutics e Ascendis Pharma entre suas principais apostas para os próximos anos.
A Moderna, que ganhou protagonismo global durante a pandemia com vacinas de mRNA, segue no radar por sua expansão em oncologia e terapias avançadas, apesar da classificação mais cautelosa do JPMorgan.
Os preços-alvo divulgados pelo banco incluem:
- Vertex: US$ 515
- Alnylam: US$ 420
- BeOne Medicines: US$ 415
- United Therapeutics: US$ 685
- Insmed: US$ 180
- Moderna: US$ 40
Setor aposta em IA, mRNA e novas áreas terapêuticas
Além da lucratividade, o JPMorgan aponta a diversificação como uma das principais mudanças da indústria.
A Vertex vem ampliando atuação em doenças renais, enquanto a Moderna tenta usar sua plataforma de mRNA para tratamentos oncológicos. O banco também vê forte potencial em inteligência artificial aplicada à descoberta de medicamentos e em novas terapias para doenças raras.
Mercado espera nova onda de crescimento
Os analistas afirmam que o setor vive uma combinação favorável entre crescimento de receita, amadurecimento clínico e expansão de margens.
Outro fator apontado como decisivo são os próximos resultados de estudos clínicos importantes, que podem funcionar como gatilho para novas valorizações no mercado.
Na visão do JPMorgan, a biotecnologia de grande capitalização está entrando em uma fase mais sólida, menos dependente de um único produto e com espaço para crescimento de longo prazo.









