O mercado financeiro global amanheceu em estado de alerta nesta quarta-feira (11) devido ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio. O disparo de mísseis pelo Irã contra alvos em Israel e o ataque a navios no Golfo elevaram o temor de uma interrupção no fornecimento global da commodity. Em resposta, os preços do petróleo subiram, com o barril negociado em torno de US$ 87 em Nova York e US$ 91 em Londres, mesmo após a Agência Internacional de Energia sugerir a liberação de 400 milhões de barris das reservas para conter a volatilidade.
Refletindo esse cenário, as ações das petroleiras brasileiras operam com ganhos expressivos na Bolsa de Valores. Por volta das 10h45, a Petrobras (PETR4) avançava 2,94%, enquanto a Brava Energia (BRAV3) e a PRIO (PRIO3) registravam altas de 3,02% e 2,19%, respectivamente. O mercado reage não apenas ao preço do barril, mas também às ameaças de Teerã de que o petróleo poderia atingir a marca de US$ 200 caso os interesses econômicos na região continuem sendo alvo de ataques.
Além do cenário geopolítico, a PRIO concentra as atenções dos investidores após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. A companhia reportou um prejuízo líquido de US$ 185 milhões (excluindo a norma IFRS-16), mas apresentou indicadores operacionais robustos:
- Ebitda: Alta de 7% na base anual, somando US$ 324,2 milhões.
- Produção: Salto de 46% no trimestre, impulsionado pela consolidação da operação no campo de Peregrino, que adicionou 40 mil barris por dia à capacidade da empresa.
- Reservas: O novo relatório de certificação manteve as reservas totais estáveis, com destaque para a extensão do platô de produção em Peregrino.
Apesar do prejuízo líquido, analistas da XP reiteraram a PRIO como a preferência no setor de óleo e gás. O foco do mercado agora se volta para o “primeiro óleo” do campo de Wahoo, esperado para os próximos dias, e para a potencial distribuição de dividendos.
O dia segue movimentado para o setor de energia, com a Brava Energia prevista para divulgar seu balanço financeiro após o fechamento do mercado hoje. A expectativa é que os números confirmem se a tendência de crescimento operacional vista nos pares se repete, enquanto investidores monitoram de perto os desdobramentos diplomáticos e militares no Golfo, que podem ditar o ritmo dos preços nas próximas semanas.
