Ações de Petrobras, PRIO e Brava sobem com alta do petróleo e foco nos balanços

Prio Projeta Mais Que Dobrar Produção de Petróleo em 2026 Impulsionada por Novos Campos

PRIO/Divulgação

O mercado financeiro global amanheceu em estado de alerta nesta quarta-feira (11) devido ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio. O disparo de mísseis pelo Irã contra alvos em Israel e o ataque a navios no Golfo elevaram o temor de uma interrupção no fornecimento global da commodity. Em resposta, os preços do petróleo subiram, com o barril negociado em torno de US$ 87 em Nova York e US$ 91 em Londres, mesmo após a Agência Internacional de Energia sugerir a liberação de 400 milhões de barris das reservas para conter a volatilidade.

Refletindo esse cenário, as ações das petroleiras brasileiras operam com ganhos expressivos na Bolsa de Valores. Por volta das 10h45, a Petrobras (PETR4) avançava 2,94%, enquanto a Brava Energia (BRAV3) e a PRIO (PRIO3) registravam altas de 3,02% e 2,19%, respectivamente. O mercado reage não apenas ao preço do barril, mas também às ameaças de Teerã de que o petróleo poderia atingir a marca de US$ 200 caso os interesses econômicos na região continuem sendo alvo de ataques.

Além do cenário geopolítico, a PRIO concentra as atenções dos investidores após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. A companhia reportou um prejuízo líquido de US$ 185 milhões (excluindo a norma IFRS-16), mas apresentou indicadores operacionais robustos:

Apesar do prejuízo líquido, analistas da XP reiteraram a PRIO como a preferência no setor de óleo e gás. O foco do mercado agora se volta para o “primeiro óleo” do campo de Wahoo, esperado para os próximos dias, e para a potencial distribuição de dividendos.

O dia segue movimentado para o setor de energia, com a Brava Energia prevista para divulgar seu balanço financeiro após o fechamento do mercado hoje. A expectativa é que os números confirmem se a tendência de crescimento operacional vista nos pares se repete, enquanto investidores monitoram de perto os desdobramentos diplomáticos e militares no Golfo, que podem ditar o ritmo dos preços nas próximas semanas.

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