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Home Agronegócio

Agropalma expande manejo sustentável para combater degradação dos solos

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
20/01/2026
em Agronegócio
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Divulgação (Agropalma)

Divulgação (Agropalma)

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A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indica que 75% dos solos na América Latina e no Caribe apresentam problemas de degradação. No geral, o desmatamento descontrolado e o uso inadequado do solo, seja na agricultura ou na pecuária, são alguns dos principais causadores desta disfunção. Essa situação compromete diretamente a resiliência dos ecossistemas frente às mudanças do clima, tendo em vista a importância dos solos para a regulação dos gases de efeito estufa e limitação do aquecimento global, além de ameaçar a segurança alimentar e da qualidade da água. 

Diante deste panorama, a Agropalma, empresa brasileira reconhecida mundialmente como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma, tem investido cada vez mais em Melhores Práticas de Manejo (BMPs, na sigla em inglês). Essas técnicas consistem, basicamente, em combinar as estratégias de produtividade, como um manejo voltado ao ganho de rendimento, boa cobertura de solo (que diminui, inclusive, uso de herbicidas), nutrição adequada, podas nos períodos corretos e captura de rendimento – processo em que há intervenções para reduzir as perdas durante o processo de colheita. 

As BMPs foram implementadas no cultivo da palma de óleo pela companhia ainda em 2021, focada em minimizar impactos ambientais e promover um manejo mais sustentável do solo. Essa ação é uma resposta ativa à realidade alarmante quanto à saúde dos campos brasileiros e reafirma o compromisso da Agropalma com o não desmatamento assumido ainda em 2001, ao incentivar o uso sustentável dos campos já antropizados e extinguir a prática de abertura de novas áreas para o plantio. 

O projeto da Agropalma está em crescimento e expansão nas áreas de cultivo e já demonstra resultados ambientais positivos, como redução na compactação do solo, menores temperaturas, melhor umidade do solo, maior disponibilidade de nutrientes, diversidade microbiana e diminuição de processos erosivos. Consequentemente, houve uma intensificação da produção, aumento da produtividade e declínio de perdas na colheita. 

As práticas adotadas pela companhia refletem uma mudança estrutural no manejo do campo, priorizando a sustentabilidade e a preservação dos ecossistemas. Um dos pilares dessa transformação é a substituição estratégica de defensivos químicos por insumos biológicos. Essa transição, aliada a um sistema de monitoramento fitossanitário ativo, permite que a empresa identifique e combata pragas e doenças com maior precisão e menor impacto ambiental, garantindo a saúde das lavouras sem comprometer os recursos naturais ao redor.

A diversificação de culturas também desempenha um papel fundamental na regeneração do solo. Ao introduzir espécies leguminosas, a empresa não apenas melhora a cobertura vegetal, protegendo a terra da incidência solar direta e da erosão, como também promove a fixação de nutrientes essenciais. A inclusão de plantas nectaríferas complementa essa estratégia, criando refúgios para insetos polinizadores e predadores naturais que auxiliam no equilíbrio biológico da plantação.

No campo operacional, o refinamento do manejo nutricional e hídrico tem sido decisivo para a longevidade produtiva. A adoção de podas planejadas nos períodos tecnicamente corretos e a correção de áreas suscetíveis ao alagamento e à erosão garantem que as plantas se desenvolvam em condições ideais. Essas intervenções diretas na infraestrutura do solo asseguram que a produtividade não ocorra às custas da degradação da terra.

Por fim, a gestão baseada em dados consolida esse modelo de agricultura sustentável. A coleta frequente e sistemática de informações nos plantios permite ajustes em tempo real e um planejamento de longo prazo mais assertivo. Esse controle rigoroso sobre o desenvolvimento dos trabalhos não só otimiza os recursos, mas reforça o compromisso da empresa com a longevidade dos solos, garantindo que a produção atual não comprometa a viabilidade das gerações futuras.

“As Melhores Práticas de Manejo surpreendem pela sua implementação simples e eficiência, seja na recuperação de áreas degradadas ou prevenção de campos saudáveis, para que nunca cheguem a um ponto crítico”, defende André Borba, diretor Agrícola da Agropalma. “Esse método evidenciou, de uma vez por todas, que é possível ampliar a capacidade produtiva utilizando de forma benéfica técnicas naturais de forma a reduzir os possíveis e já existentes impactos ambientais.”

À frente do pioneiro Programa de Agricultura Familiar e Integrada, que hoje atende a 374 agricultores familiares e 63 produtores integrados, a Agropalma compartilha as Melhores Práticas de Manejo com esses parceiros, incentivando-os a também investirem em um cultivo sustentável. 

“Grande parte dos agricultores parceiros beneficiados pelo programa possuem um conhecimento agrícola tradicional, passado de geração em geração, que consiste na queima do solo para o início de uma nova cultura – como comumente vemos no cultivo da mandioca, por exemplo”, conta Antonio Jorge Brandão, gerente do Programa de Integração Agricultura Familiar e Produtores Integrados da Agropalma. 

A prática citada por Brandão, que ao longo dos anos foi aplicada em diversas áreas, contribui diretamente para a degradação do solo, eliminando nutrientes, reduzindo a biodiversidade, e tornando-o inabitável para os micro-organismos que auxiliam na regulação do campo, como bactérias e fungos, além de colaborar com a emissão de gases.

“A partir do momento em que compartilhamos esse conhecimento e encorajamos o seu emprego, nós contribuímos para que esse ciclo de deterioração termine e a recuperação ambiental seja praticada no coletivo”, finaliza Brandão. 

Tags: AgronegócioAgropalmaEmpresasMercadoNegócios
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