Ball Corporation registra alta de 22% no lucro por ação no primeiro trimestre e mantém projeções para 2026

A Ball Corporation, fabricante global de embalagens de alumínio listada na NYSE, divulgou resultados acima do esperado para o primeiro trimestre de 2026. O lucro diluído por ação comparável avançou 22,1%, de US$ 0,77 para US$ 0,94, enquanto o lucro operacional comparável cresceu 9,9%, chegando a US$ 387 milhões. Pelo critério contábil U.S. GAAP, o lucro líquido atribuível à companhia foi de US$ 205 milhões, ou US$ 0,77 por ação, sobre receita de US$ 3,60 bilhões — ante US$ 179 milhões e US$ 3,10 bilhões no mesmo período de 2025.

O desempenho foi impulsionado pelo crescimento de volumes e pela solidez do modelo operacional da companhia. As remessas globais de embalagens de alumínio cresceram 0,8% no trimestre, com expansão nas regiões da América do Norte e da EMEA (Europa, Oriente Médio e África). “A Ball apresentou resultados sólidos no primeiro trimestre, com crescimento superior a 20% no lucro por ação comparável. O aumento de volumes e do lucro operacional foi impulsionado por nossa sólida posição financeira, modelo operacional simplificado e estratégia de crescimento disciplinada”, afirmou Ron Lewis, CEO da companhia.

Na América do Norte e Central, o lucro operacional comparável do segmento ficou em US$ 205 milhões sobre vendas de US$ 1,78 bilhão, ante US$ 200 milhões e US$ 1,46 bilhão no mesmo período de 2025. O crescimento foi sustentado por maior volume e por preços mais elevados do alumínio. Na região EMEA, o lucro operacional comparável avançou para US$ 134 milhões sobre vendas de US$ 1,11 bilhão, beneficiado pela incorporação dos ativos da Benepack — duas unidades na Bélgica e Hungria — e por efeitos cambiais favoráveis.

Na América do Sul, o desempenho ficou estável na comparação anual, com lucro operacional comparável de US$ 67 milhões sobre vendas de US$ 585 milhões. O efeito positivo de preço e mix foi compensado por custos mais elevados e por queda de volume na casa de um dígito médio, refletindo um ambiente de demanda mais fraco na região.

A companhia também promoveu mudanças na estrutura de reporte de seus segmentos, buscando maior alinhamento com a gestão do negócio. Plantas anteriormente classificadas no segmento não reportável de embalagens para bebidas passaram a integrar o segmento EMEA, e as métricas de rentabilidade foram atualizadas para refletir com mais precisão a forma como a administração avalia o desempenho e aloca recursos.

No campo da alocação de capital, a Ball reafirmou o compromisso de retornar pelo menos US$ 800 milhões aos acionistas em 2026 por meio de recompra de ações e dividendos. A empresa também projeta fluxo de caixa livre acima de US$ 900 milhões no ano. “Seguimos no caminho para atingir nossos objetivos de fluxo de caixa livre, impulsionados pelo desempenho operacional e pela sólida posição financeira”, disse Dan Rabbitt, vice-presidente sênior e CFO.

Para o restante do ano, a Ball mantém a expectativa de crescimento superior a 10% no lucro diluído por ação comparável, com foco em inovação, sustentabilidade e expansão das embalagens de alumínio. A companhia reconhece os riscos do cenário geopolítico e macroeconômico atual — incluindo tarifas comerciais, variações cambiais e instabilidades regionais —, mas afirma estar bem posicionada para executar sua estratégia e entregar valor de longo prazo aos acionistas.

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