O Banco do Brasil reduziu em 90% o tempo médio necessário para contratar operações de câmbio de grandes empresas. Com um agente autônomo de inteligência artificial, processos que levavam aproximadamente 40 minutos passaram a ser concluídos em cerca de quatro minutos.
A ferramenta atua na leitura e organização dos documentos exigidos para a formalização das transações. Por envolver diferentes arquivos, conferências e requisitos regulatórios, esse tipo de operação concentrava uma parcela relevante do tempo das equipes especializadas.
Desenvolvido na plataforma Microsoft Foundry, o Agente Autônomo de Câmbio interpreta os documentos enviados pelos clientes, consolida as informações e prepara os dados necessários para o andamento da contratação.
Validação das operações continua humana
Apesar da automação, a decisão final não foi transferida para a inteligência artificial. As equipes especializadas do Banco do Brasil continuam responsáveis pela validação das operações, incluindo a conferência dos requisitos regulatórios e de conformidade.
O modelo adotado pelo banco utiliza a IA nas etapas repetitivas e intensivas em análise documental, preservando a participação humana nos pontos que exigem responsabilização e conhecimento especializado.
Com a redução do tempo de processamento, o Banco do Brasil avalia ampliar o período disponível para o recebimento de solicitações de câmbio. A mudança poderia aumentar a capacidade de atendimento às empresas sem exigir um crescimento equivalente da estrutura operacional.
Banco avalia levar agentes de IA para outras áreas
O desempenho obtido no câmbio também abriu espaço para que agentes autônomos sejam aplicados em outras atividades de retaguarda do banco. O foco inicial está em processos que combinam grande volume de informações, regras complexas e exigências rigorosas de conformidade.
A instituição já utiliza inteligência artificial em diferentes áreas. Até o primeiro trimestre de 2026, o Banco do Brasil mantinha mais de 2 mil soluções baseadas na tecnologia em produção, incluindo modelos de aprendizado de máquina, IA generativa e agentes autônomos.
O banco também aparece na quarta posição de um levantamento da plataforma Evident sobre a maturidade das instituições financeiras latino-americanas no uso de inteligência artificial. Nubank, Itaú e Bradesco ocupam as três primeiras colocações.
