Banco Pine capta R$ 245,9 milhões e reforça capital com follow-on

O Conselho de Administração do Banco Pine (PINE4) aprovou a precificação de sua oferta primária de ações preferenciais em R$ 11,25 por papel. Com a emissão de 21,86 milhões de novas ações, a instituição financeira viabilizou uma captação total de R$ 245,9 milhões, montante que será integralmente destinado ao reforço de seu capital social.

A conclusão efetiva da operação ainda depende da homologação formal por parte do Banco Central. Durante este intervalo, os investidores que participaram da oferta receberão recibos de subscrição, que passarão a ser negociados na B3 a partir desta quinta-feira, 5 de março, com liquidação financeira prevista para o dia 6 de março.

Com a futura homologação e a conversão definitiva dos recibos em ações, o capital social do Banco Pine será elevado para o patamar de R$ 1,27 bilhão. A capitalização reforça a estrutura de balanço da instituição e prepara o banco para novas fases de expansão de suas atividades de crédito e serviços financeiros.

O Banco encerrou o quarto trimestre de 2025 com resultados expressivos, consolidando um forte ritmo de crescimento. O lucro líquido da instituição atingiu R$ 183,5 milhões no período, um salto significativo que quase triplica os R$ 67,1 milhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior. Esse desempenho impulsionou o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) anualizado para 54,8%, patamar muito superior aos 22,2% reportados no quarto trimestre de 2024.

A expansão operacional foi refletida na carteira de crédito expandida, que alcançou R$ 17,71 bilhões, representando um crescimento de aproximadamente 24% na comparação anual. No entanto, o avanço do crédito veio acompanhado de uma elevação nos índices de atraso: a inadimplência subiu para 1,9%, contra os 0,8% registrados um ano antes, sinalizando uma maior exposição ao risco em linha com o aumento do volume de empréstimos.

No campo operacional, o banco reportou um resultado de R$ 244,7 milhões, superando amplamente os R$ 53,7 milhões de 2024. Esse crescimento na receita operacional foi suficiente para absorver o aumento nas despesas administrativas e de pessoal, que passaram de R$ 65 milhões para R$ 86,2 milhões. Os números reforçam a estratégia de capitalização recente da instituição, voltada para sustentar o aumento da escala de suas operações financeiras.

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