O pastel de feira virou mais do que uma fonte de renda para Dora Alcantara e Claudemir Moreira. O produto que aproximou o casal também se tornou a base de um negócio familiar que hoje movimenta milhares de unidades por semana na Grande São Paulo.
A operação começou com um único ponto de venda, comprado em 1995. Três décadas depois, o casal comanda barracas, trailers e uma fábrica em Mauá, responsável pela produção semanal de cerca de 4,5 mil pastéis e 9 mil salgadinhos.
Com investimento inicial de R$ 11 mil, o negócio hoje registra faturamento mensal de aproximadamente R$ 270 mil.
O ponto de partida foi uma barraca de feira
Claudemir já trabalhava com pastel quando conheceu Dora. Ele atuava em uma barraca ao lado do cunhado dela, e foi a própria família que aproximou os dois. Antes do primeiro encontro, Dora ouviu uma frase que acabou se confirmando na rotina do casal: “Ele é muito trabalhador”.
A oportunidade de empreender apareceu quando o dono da pastelaria em que Claudemir trabalhava decidiu vender o ponto. Como ele já conhecia o funcionamento da feira e tinha experiência no atendimento, resolveu assumir o risco.
Dora entrou aos poucos na operação. Nos fins de semana, ajudava na produção dos recheios e acompanhava a rotina da barraca. O que começou como apoio ao marido se transformou em participação direta no crescimento da empresa.
Da feira para a fábrica
O salto do negócio veio com a necessidade de produzir em maior escala. Conforme as vendas aumentaram, o casal ampliou a presença nas feiras e estruturou uma fábrica para dar conta da demanda.
Hoje, a empresa opera com barracas e trailers espalhados pela região de Mauá. A fábrica centraliza a produção dos pastéis e salgadinhos, ajudando a manter volume, padronização e abastecimento dos pontos de venda.
Esse modelo permitiu ao casal sair da dependência de uma única barraca e criar uma operação mais robusta, com produção própria e canais diferentes de venda.
Família entrou na operação
O negócio também cresceu dentro de casa. Os três filhos do casal participam da empresa, assim como noras e funcionários contratados.
“Acabou virando negócio da família”, resume Dora.
A presença da família ajuda a explicar a continuidade da operação após tantos anos. Em negócios de alimentação, especialmente os que nascem em feira, manter padrão, atendimento e rotina de produção costuma ser um dos maiores desafios.
No caso de Dora e Claudemir, o crescimento veio sem abandonar a origem popular do produto. O pastel continua sendo o centro da empresa, mas agora dentro de uma estrutura maior. Mesmo depois de transformar uma barraca em um negócio de R$ 270 mil por mês, Claudemir ainda fala em expansão. O objetivo é levar o pastel para o exterior.
“Eu sempre pensei em exportar o meu pastel”, afirma.
