A mineradora BHP, líder global do setor, anunciou nesta quarta-feira (18) a nomeação de Brandon Craig como seu próximo CEO. O executivo, que atualmente comanda as operações da companhia nas Américas, assumirá oficialmente o cargo e uma cadeira no conselho de administração em 1º de julho de 2026.
Ele sucederá Mike Henry, que esteve à frente da gigante anglo-australiana por mais de seis anos, período marcado por uma profunda reestruturação do portfólio da empresa.
A escolha de Craig sinaliza uma aposta estratégica na continuidade e na execução técnica de projetos de crescimento voltados para metais críticos e insumos agrícolas.
Com vasta experiência em operações nos Estados Unidos, Canadá e América do Sul, o futuro CEO terá como missão principal consolidar a expansão da BHP nos mercados de cobre e potássio. Esses setores são vistos como pilares fundamentais para a diversificação da mineradora diante da transição energética e da crescente demanda global por fertilizantes.
O anúncio foi recebido com otimismo por investidores e analistas de mercado, que interpretaram a promoção interna como um endosso à trajetória estratégica estabelecida por seu antecessor.
Segundo Angus Gluskie, diretor-gerente da Whitefield — acionista da mineradora —, a nomeação sugere que a BHP está confortável com o rumo atual e buscou um sucessor capaz de implementar o robusto pipeline de opções de crescimento já desenhado. Craig é visto como o perfil ideal para essa transição, tendo participado ativamente da modelagem de muitos dos projetos que agora estarão sob sua liderança direta.
Com a transição de liderança marcada para julho de 2026, Brandon Craig assume a BHP em um momento de inflexão estratégica. Embora a mineradora ainda dependa fortemente do minério de ferro, o foco de Craig estará na execução de projetos de “commodities de futuro”. No setor de cobre, o principal desafio será reverter o declínio natural dos teores de minério em minas maduras, como Escondida, no Chile. Para manter a produção em níveis competitivos, o novo CEO precisará gerenciar vultosos investimentos em tecnologia de lixiviação e expansão de infraestrutura, enfrentando simultaneamente um cenário de custos operacionais elevados e pressões regulatórias ambientais mais rígidas na América do Sul.









