Biglink busca R$ 20 milhões para guiar decisões de marketing com IA

A Biglink, startup brasileira criada por executivos com trajetória em publicidade, tecnologia e operações de mídia, está lançando uma plataforma SaaS voltada à modelagem de mix de marketing, conhecida pela sigla MMM. A proposta é integrar dados de mídia, vendas, CRM, retail media, e-commerce e redes sociais em uma única interface.

A empresa foi fundada em 2025 por Bruno Brambilla, ex-chief data officer da DM9 e atual CEO da companhia, ao lado de Marcelo Chuquer, Jader Rossetto e Thiago Rodrigues.

O objetivo da startup é faturar R$ 12 milhões em seu primeiro ano completo de operação e abriu uma rodada de investimento pré-seed estimada em até R$ 20 milhões.

Plataforma usa IA para recomendar decisões de marketing

A Biglink usa inteligência artificial para gerar análises preditivas e recomendações em tempo real. A plataforma conecta dados de canais como Meta, Google, LinkedIn, TikTok, CRM, retail media, mídia offline, influenciadores, imprensa e vendas.

A ideia é ajudar empresas a enxergar o desempenho de campanhas de forma mais integrada, cruzando informações que normalmente ficam espalhadas em diferentes ferramentas, relatórios e áreas internas.

“Percebemos que o mercado estava cheio de dashboards bonitos, mas vazios de inteligência prática. As empresas tinham acesso aos números, mas não conseguiam tomar decisões efetivas a partir deles”, afirma Brambilla.

Startup quer ser uma espécie de guia para CMOs

A própria empresa compara a ferramenta a um “Waze do marketing”. Na prática, a Biglink quer indicar caminhos para otimizar campanhas, reduzir o custo de aquisição de clientes, aumentar o retorno sobre investimento e encontrar oportunidades de receita.

O foco está em transformar dados de marketing em recomendações acionáveis. Em vez de apenas mostrar números em painéis, a plataforma tenta sugerir quais ajustes podem melhorar a performance das campanhas.

Esse tipo de solução ganha espaço em um momento em que marcas lidam com canais mais fragmentados, pressão por eficiência em mídia e necessidade de provar retorno sobre cada real investido.

Clientes somam mais de R$ 4 bilhões em mídia

Mesmo antes do lançamento oficial da nova plataforma, a Biglink já afirma ter em seu portfólio operações que somam mais de R$ 4 bilhões em mídia.

Entre os clientes atendidos estão Nubank, Betano, Bradesco, Chilli Beans, Sebrae, Nescafé Dolce Gusto, Abbraccio e Unica.

A base inicial mostra que a companhia já nasceu com acesso a grandes anunciantes, algo relevante em um mercado no qual validação com marcas de porte costuma acelerar a credibilidade comercial.

Modelo também mira pequenas e médias empresas

Além da frente enterprise, voltada a grandes clientes, a Biglink quer atuar com um modelo SaaS acessível a pequenas e médias empresas.

A tese é que ferramentas de integração de dados e inteligência preditiva ficaram concentradas por muito tempo em grandes anunciantes, agências e consultorias com estrutura técnica mais robusta.

Com o SaaS, a startup tenta democratizar parte desse acesso e permitir que empresas menores também consigam entender melhor a relação entre mídia, vendas e retorno.

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