O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) como a gestora da nova fase da iniciativa Floresta Viva. Com um aporte de até R$ 250 milhões em recursos não reembolsáveis, o projeto foca na restauração ecológica de biomas fundamentais, como Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica. A seleção das propostas ocorrerá por meio de editais, visando o plantio de espécies nativas, o monitoramento da fauna e da flora, além da conservação de ecossistemas estratégicos.
A nova etapa do programa conta com parcerias financeiras robustas, incluindo aportes da Prefeitura do Rio de Janeiro, Banco do Nordeste e dos governos de Sergipe e Piauí. Além do foco ambiental, a iniciativa prevê um programa de capacitação para povos tradicionais, assentados e agricultores familiares, fortalecendo a gestão dessas comunidades. O objetivo é integrar esses grupos na cadeia produtiva do reflorestamento, ampliando a oferta de mudas e sementes de qualidade enquanto se promove a inclusão socioeconômica local.
Os números da primeira fase do Floresta Viva já demonstram o impacto da iniciativa, com quase R$ 470 milhões mobilizados e 15 mil hectares em processo de restauração em quase todos os biomas brasileiros. Atualmente, 53 projetos estão ativos, abrangendo mais de 8 mil hectares em unidades de conservação e terras indígenas espalhadas por 17 estados e o Distrito Federal. Esses esforços são cruciais para mitigar os efeitos do desmatamento e das mudanças climáticas, que ameaçam a segurança hídrica, energética e a estabilidade da produção agrícola no país.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que a recuperação de áreas degradadas é uma prioridade que une preservação da biodiversidade ao fortalecimento da bioeconomia. A FBDS, agora à frente desta fase, já colabora com o banco em outros projetos de relevância, como o Sertão Mais Produtivo e o Restaura Amazônia. Este último, focado no Arco do Desmatamento, soma-se a um ecossistema de investimentos que, desde 2023, reforça o compromisso institucional com a valorização da “floresta em pé” e a geração de renda sustentável.
No cenário macroeconômico e climático, o BNDES consolidou uma rede de 14 parceiros e lançou 27 editais que totalizam R$ 1 bilhão em recursos não reembolsáveis para restauração. Complementarmente, o Fundo Clima tem estruturado operações de crédito para sistemas agroflorestais, mobilizando investimentos que somam R$ 3,8 bilhões entre 2023 e 2025. Com o recente lançamento da iniciativa ProFloresta+, em parceria com a Petrobras, o banco reafirma sua liderança no financiamento de projetos voltados à geração de créditos de carbono e à restauração ambiental em larga escala.
