O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (2), revelou um movimento de maior otimismo no mercado financeiro, com analistas revisando para baixo as projeções do dólar e da taxa Selic para o ano de 2026.
O relatório, que consolida a visão das principais instituições financeiras do país, aponta que a estimativa para o câmbio em 2026 recuou para R$ 5,42, marcando a segunda queda semanal consecutiva. Para os anos seguintes, entre 2027 e 2029, a moeda americana deve orbitar o patamar de R$ 5,50, demonstrando uma relativa estabilização nas expectativas de longo prazo.
No âmbito da política monetária, a previsão para a taxa básica de juros (Selic) em 2026 também apresentou recuo, fixando-se em 12,00% ao ano. O ajuste reflete uma trajetória de queda acumulada nas últimas duas semanas, embora as projeções para os períodos subsequentes permaneçam rígidas: a expectativa para 2027 segue estacionada em 10,50% há mais de um ano, enquanto para 2028 e 2029 os analistas mantêm os percentuais de 10,00% e 9,50%, respectivamente.
Quanto à inflação, o cenário para o IPCA em 2026 permaneceu estável em 3,91%, mas houve uma revisão positiva para 2027, com o índice caindo para 3,79%. Outros indicadores de preços, como o IGP-M, também registraram melhora nas perspectivas para 2026, recuando para 3,18% após quatro semanas de baixas sucessivas.
Já os preços administrados — que incluem tarifas de energia e combustíveis — mostram estabilidade em 3,67% para 2026, com uma leve pressão de alta projetada apenas para 2027, agora em 3,74%.
Por fim, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) indicam um horizonte de crescimento moderado e constante. O mercado manteve a estimativa de expansão da economia em 1,82% para 2026 e 1,80% para 2027.
Para o biênio 2028-2029, a confiança na estabilidade é ainda maior, com a previsão de crescimento fixada em 2,00%, patamar que se mantém inalterado há quase dois anos nas sondagens do Banco Central.









