Brasil bate novo recorde na produção de petróleo com 4,34 milhões de barris diários

A produção de petróleo do Brasil atingiu recorde pelo terceiro mês consecutivo em abril, ao alcançar a marca de 4,34 milhões de barris por dia. O volume histórico representa uma expressiva alta de aproximadamente 19,5% no comparativo com o mesmo mês do ano passado, conforme dados oficiais divulgados nesta terça-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A sequência de recordes consolida o país como um dos principais vetores de crescimento da oferta global de óleo fora do escopo da Opep.

Acompanhando o forte desempenho do refino e da extração líquida, a produção nacional de gás natural também registrou números robustos, totalizando 206,70 milhões de metros cúbicos por dia.

O resultado reflete um avanço de 23% frente ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pela maturação de novos projetos de infraestrutura e pelo escoamento eficiente das bacias produtoras. O crescimento simultâneo dos dois insumos reforça a consolidação do parque energético nacional.

Quando computados os volumes consolidados de petróleo e gás natural, a produção total brasileira atingiu o patamar inédito de 5,640 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia em abril.

Esse salto operacional é reflexo direto dos investimentos contínuos das petroleiras na exploração e no desenvolvimento de ativos de alta produtividade, especialmente na camada do pré-sal. A performance coloca o Brasil em uma posição estratégica no mercado de commodities, gerando reflexos diretos na arrecadação de royalties e participações especiais para os cofres públicos.

O incremento da oferta doméstica ocorre em um momento de reconfiguração dos fluxos globais de energia, em que a estabilidade institucional e a capacidade técnica de extração em águas profundas tornam-se grandes diferenciais competitivos.

A manutenção dessa tendência de alta ao longo dos próximos meses dependerá da entrada em operação de novos sistemas de produção (FPSOs) programados para o ano. Os dados da ANP chancelam o protagonismo do setor de óleo e gás como um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB) e da balança comercial do país.

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