O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026 e passou a ocupar a 65ª colocação entre 70 países, segundo levantamento do International Institute for Management Development (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral.
O resultado coloca o país entre os últimos colocados da lista, à frente apenas de cinco economias no ranking geral.
Desempenho piora em todos os pilares avaliados
O estudo considera quatro grandes dimensões: desempenho econômico, eficiência do governo, eficiência empresarial e infraestrutura.
Segundo o relatório, o Brasil apresentou queda em todos os pilares, com destaque negativo para eficiência dos negócios, que teve o recuo mais intenso entre os indicadores analisados.
Entre os fatores estruturais que mais pesaram no resultado estão:
- custo de capital elevado
- baixa produtividade
- fragilidades na educação básica
- ambiente regulatório complexo
- limitações de infraestrutura
País fica entre os últimos colocados globais
Com a nova posição, o Brasil aparece em um grupo de economias com baixa competitividade internacional, ficando atrás de grande parte dos países emergentes e desenvolvidos.
De acordo com o levantamento, o país integra a faixa inferior do ranking global, à frente apenas de nações como Venezuela, Namíbia e Nigéria em algumas comparações do estudo.
Metodologia combina dados e percepção empresarial
O IMD utiliza uma combinação de indicadores estatísticos e pesquisa com executivos para avaliar a capacidade dos países de criar um ambiente favorável aos negócios.
Ao todo, o ranking analisa centenas de variáveis que envolvem produtividade, ambiente institucional, infraestrutura e eficiência do setor público e privado.
Competitividade reflete ambiente de negócios
O índice é acompanhado por investidores e empresas por medir condições estruturais que influenciam diretamente o crescimento econômico.
Na avaliação geral, países melhor posicionados tendem a apresentar maior previsibilidade institucional, menor custo de capital e maior eficiência produtiva.
Desafio estrutural persiste
O resultado reforça a leitura de que o Brasil ainda enfrenta entraves estruturais ligados à produtividade, ao ambiente regulatório e à qualidade da infraestrutura.
Especialistas apontam que avanços nesses pontos são determinantes para que o país consiga melhorar sua posição em edições futuras do ranking.









