Os brasileiros gastaram R$ 6,044 bilhões no exterior entre janeiro e março de 2026. O valor representa o maior patamar da série histórica para um primeiro trimestre, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando as despesas somaram R$ 5 bilhões, houve crescimento de 21,9%. O avanço reflete principalmente a valorização do real frente ao dólar e a retomada do turismo internacional.
A moeda norte-americana acumulava queda de 8,82% no ano frente ao real no fechamento mais recente citado pelo levantamento. Com o câmbio mais favorável, viajar para fora do país ficou relativamente mais acessível.
Além disso, o movimento indica maior confiança do consumidor em despesas não essenciais, especialmente em lazer, turismo e compras internacionais.
Março mantém ritmo forte e setor acompanha tendência
Somente em março, os brasileiros desembolsaram cerca de R$ 2 bilhões em viagens internacionais. No mesmo mês de 2025, os gastos haviam ficado em torno de R$ 1,6 bilhão.
O resultado reforça a tendência de expansão observada desde o pós-pandemia. Em 2021, no auge das restrições globais, os gastos no primeiro trimestre haviam somado apenas R$ 860,4 milhões. Desde então, os números cresceram de forma contínua.
Ao mesmo tempo, companhias aéreas, operadoras de turismo e redes hoteleiras acompanham o aumento da demanda por destinos internacionais. O cenário beneficia setores ligados ao consumo externo e ao transporte de passageiros.
Por outro lado, a alta das despesas no exterior também pressiona a conta de serviços das transações correntes do país, indicador monitorado pelo mercado financeiro e pelo Banco Central.
Por fim, economistas avaliam que o comportamento dos gastos dependerá do câmbio, da renda das famílias e das condições econômicas globais. Assim, a trajetória do dólar seguirá como fator central para o turismo internacional em 2026.









