Brava Energia descarta negociações com a Ecopetrol e ações caem

Ações da Brava Energia (BRAV3) disparam após recorde de produção em maio

Brava Energia/Divulgação

A Brava Energia (BRAV3) veio a público desmentir os rumores sobre uma possível negociação com a estatal colombiana Ecopetrol para a venda de participação societária. O esclarecimento oficial da petroleira brasileira ocorre após especulações de mercado indicarem que um acordo de aquisição estaria em estágio avançado.

A reação dos investidores à negativa foi imediata. Por volta das 12h27 desta sessão, as ações da Brava operavam em queda de 2,94%, negociadas a R$ 20,48. O movimento representa uma correção em relação ao pregão anterior, quando os papéis haviam saltado 3% sob o entusiasmo de informações publicadas pelo portal Monitor do Mercado.

Os rumores apontavam que a Ecopetrol estaria próxima de formalizar uma oferta de compra que avaliaria a Brava em R$ 26 por ação, um prêmio considerável sobre o valor de tela. Com a negativa da companhia, o mercado ajustou as expectativas, trazendo o papel de volta a patamares próximos aos registrados antes da circulação das notícias sobre a transação.

O episódio começou com informações de que a Ecopetrol, estatal colombiana, estaria disposta a pagar R$ 26,00 por ação da companhia — o que representava um prêmio de aproximadamente 30% sobre o valor de mercado na época. Essa notícia levou a Brava ao topo dos ganhos do Ibovespa na segunda-feira, com uma alta superior a 3%.

A resposta oficial da Brava, divulgada via fato relevante na terça-feira (7), negou categoricamente a existência de tratativas formais. Segundo a empresa, não há negociações em curso para a alienação de participação societária, o que provocou uma “correção” imediata nos preços. As ações chegaram a cair mais de 6% na abertura do pregão de ontem, batendo a mínima de R$ 19,77, antes de ensaiarem uma recuperação parcial ao longo do dia, impulsionadas pela valorização do petróleo Brent no mercado internacional.

Este cenário ocorre em um momento estratégico para a petroleira, marcado por outros desenvolvimentos relevantes em 2026. Em janeiro, a companhia passou por uma troca em seu comando, com a renúncia do Diretor Presidente e a nomeação de novos nomes para o Conselho de Administração, o que costuma colocar a empresa no radar de possíveis reestruturações.

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