São Paulo ficou ainda mais cara para quem mora em condomínio. Um levantamento da Lello Condomínios apontou que moradores da capital paulista desembolsam, em média, R$ 1.085 por mês em taxas condominiais, o equivalente a cerca de R$ 13 mil por ano. O valor é mais que o dobro da média nacional, estimada em R$ 516 pelo Censo Condominial 2025/26.
A diferença também aparece em relação ao restante do Sudeste. Segundo dados do Índice Superlógica, o custo médio de condomínio na região ficou em R$ 848,47 em 2025. Isso significa que o paulistano paga cerca de 28% acima da média regional.
A Zona Sul concentra os condomínios mais caros da cidade, com média de R$ 1.364 mensais. Já a Zona Norte aparece com os menores valores médios, em torno de R$ 840. Entre elas estão Centro, Zona Oeste e Zona Leste.
O que mais pesa no valor do condomínio
As despesas com funcionários seguem como principal fator de pressão nas taxas. Segundo o levantamento, gastos com pessoal representam praticamente metade do orçamento dos condomínios paulistanos, com 49% do total. Água, luz e gás respondem por 22%, enquanto contratos de manutenção e conservação somam 16%.
Seguros, despesas administrativas e fundos de reserva completam os custos fixos que pressionam o bolso dos moradores.
Sudeste teve a maior alta do país
O estudo também mostra que o Sudeste registrou o maior crescimento acumulado nas taxas condominiais do Brasil nos últimos anos. Entre o primeiro semestre de 2022 e o primeiro semestre de 2025, a média regional subiu 30,6%, sem registrar quedas no período.
Segundo a Lello Condomínios, o avanço reflete uma operação cada vez mais complexa dentro dos empreendimentos residenciais, com aumento de serviços, tecnologia, segurança e profissionalização da gestão condominial.
São Paulo concentra mais de 32 mil condomínios
A cidade de São Paulo soma atualmente 32.172 condomínios, sendo 93% residenciais e 7% comerciais ou mistos. A maior concentração está na Zona Sul, que reúne 38% dos empreendimentos da capital.
O levantamento analisou cerca de 3,1 mil condomínios residenciais verticais e utilizou dados públicos da Receita Federal e informações da própria administradora.









