A demanda crescente por proteínas no mercado interno e externo impulsionou o setor de ração no Brasil. Em 2025, a produção nacional alcançou 89,9 milhões de toneladas, avanço de 2,8% em relação ao ano anterior.
Com esse resultado, o Brasil manteve a posição de terceiro maior produtor mundial de ração, atrás apenas de China e Estados Unidos. O desempenho ficou próximo da média global, que registrou crescimento de 2,9% no período.
Segundo relatório internacional da Alltech, a expansão reflete o aumento da demanda por proteínas de qualidade e o fortalecimento das exportações brasileiras de carnes. Dessa forma, a nutrição animal ganhou importância estratégica dentro da cadeia produtiva.
Além disso, todas as principais atividades agropecuárias registraram crescimento no consumo de ração. O movimento indica intensificação da produção e maior profissionalização dos sistemas produtivos.
Aquicultura, bovinos e aves lideram crescimento
A aquicultura foi o segmento com maior expansão no uso de ração, com alta de 8,9%. O avanço acompanha o crescimento da piscicultura brasileira, especialmente da tilápia, e o aumento da competitividade do peixe diante de carnes mais caras no varejo.
Na bovinocultura de corte, a demanda subiu 7,1%. O resultado foi favorecido por melhores margens no confinamento, custos menores de alimentação e busca por animais mais jovens para exportação.
Já a avicultura manteve trajetória positiva. A produção de ração para frangos cresceu 2,7%, sustentada por consumo doméstico robusto e exportações estáveis, mesmo com impactos pontuais ligados à gripe aviária.
Ao mesmo tempo, a suinocultura avançou 1,9%, acompanhando maior volume de abates e crescimento das vendas externas. Houve ainda aumento nos segmentos de leite, aves de postura, pets e equinos.
Por fim, especialistas avaliam que o mercado de ração tende a seguir aquecido em 2026. Assim, a combinação entre demanda global por proteínas, custos competitivos de grãos e expansão pecuária deve sustentar novos avanços no setor.









