Agilfix substitui plástico na logística e projeta R$ 6 milhões

Leandro da Silva Hiebl, CEO da AgilFix: “O desafio é fazer o cliente testar pela primeira vez” (Divulgação)

Alta do plástico impulsiona busca por alternativas

A substituição do plástico na logística ganhou força diante da alta recente da matéria-prima. Empresas passaram a rever o uso do filme stretch, material descartável utilizado para estabilizar cargas durante o transporte.

Nesse contexto, a Agilfix aposta em uma solução baseada em cintas reutilizáveis para amarração de cargas. O modelo substitui o plástico de uso único por um sistema que pode ser utilizado repetidas vezes ao longo da operação logística.

O movimento ocorre em meio à elevação dos custos do plástico, que subiu cerca de 60% segundo estimativas do setor. Com isso, empresas passaram a buscar alternativas que reduzam despesas e dependência de insumos voláteis.

Além disso, a proposta atende não apenas à lógica financeira, mas também à pressão por práticas mais sustentáveis. A redução de resíduos se tornou um fator relevante na tomada de decisão das companhias.

Modelo reutilizável combina economia e sustentabilidade

A Agilfix desenvolveu um sistema próprio após identificar limitações em soluções importadas. O produto utiliza cintas com presilhas, semelhantes a cintos de segurança, que garantem resistência e durabilidade.

Diferentemente do plástico descartável, que é utilizado uma única vez, a cinta pode ser reutilizada por anos. Dessa forma, o modelo transforma um custo recorrente em um ativo operacional.

O crescimento da empresa acompanha esse movimento. Em 2025, o faturamento foi de R$ 3,8 milhões. Para 2026, a projeção chega a até R$ 6 milhões, impulsionada pela alta do plástico e pelo aumento da demanda por soluções alternativas.

Nas últimas semanas, a empresa registrou crescimento de cerca de 35%, refletindo maior interesse do mercado.

Ao mesmo tempo, o principal desafio ainda está na adoção inicial pelos clientes. Segundo a empresa, convencer companhias a testar novas soluções segue como etapa decisiva para escalar o negócio.

Por fim, o avanço desse modelo indica uma mudança na lógica da logística. Assim, a substituição do plástico na logística tende a ganhar espaço à medida que custos e exigências ambientais aumentam.

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