Profissionais submetidos a jornadas mais longas, comuns no modelo 6×1, recebem salários menores em média do que trabalhadores com cargas horárias reduzidas. Um estudo aponta diferença de 58% na remuneração entre esses grupos.
O levantamento indica que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais. Em muitos casos, as jornadas extensas estão concentradas em setores com menor produtividade e remuneração mais baixa.
Além disso, atividades como comércio, serviços operacionais e atendimento presencial costumam adotar escalas intensas. Esses segmentos também registram menores salários médios quando comparados a áreas com jornadas mais flexíveis.
Ao mesmo tempo, profissionais com menor carga horária frequentemente atuam em funções técnicas, especializadas ou estratégicas. Como resultado, tendem a receber salários superiores.
Debate sobre escala 6×1 ganha força no país
Os dados reforçam discussões sobre o modelo 6×1, no qual o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um. Críticos afirmam que esse formato reduz qualidade de vida, limita convivência familiar e aumenta desgaste físico e mental.
Além disso, especialistas defendem que produtividade depende mais de organização, tecnologia e qualificação do que do número bruto de horas trabalhadas. Dessa forma, jornadas menores podem manter resultados e melhorar bem-estar.
O debate também avança no Congresso Nacional e em diferentes setores econômicos. Propostas discutem mudanças na jornada semanal e novas formas de distribuição do tempo de trabalho.
Por outro lado, entidades empresariais alertam para possíveis impactos em custos operacionais e necessidade de contratação adicional em alguns segmentos.
Por fim, o estudo amplia a discussão ao mostrar que jornadas extensas nem sempre trazem maior renda. Assim, o foco do mercado de trabalho tende a se deslocar para produtividade, remuneração e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.









