Pesquisa mostra que falta de presas agrava situação da onça-pintada

Duas onças-pintadas adultas estão em uma área de mata densa com vegetação verde ao redor. Uma onça está de perfil, olhando para a esquerda, enquanto a outra está de frente, olhando diretamente para a câmera. Onças monitoradas no projeto Onças do Iguaçu - Projeto Onças do Iguaçu via Agência Fapesp

A falta de presas ameaça a onça pintada na Mata Atlântica. Pesquisadores identificaram queda na população de animais que compõem a base alimentar do maior felino das Américas. Sem alimento suficiente, a espécie perde capacidade de manter populações estáveis.

O estudo mostra que áreas com menor oferta de presas registram menos onças. Em alguns trechos do bioma, o animal já não aparece com frequência.

Caça e pressão humana agravam cenário

A pesquisa aponta redução de espécies como catetos, queixadas e cervos. Esses animais sustentam a dieta da onça pintada na Mata Atlântica. A caça ilegal e a presença humana constante contribuem para o declínio.

Mesmo em áreas protegidas, pesquisadores encontraram baixa disponibilidade de presas. O dado indica falhas na fiscalização e na proteção efetiva da fauna.

Risco de desaparecimento regional

A Mata Atlântica concentra uma das menores populações de onça pintada do país. A continuidade da perda de presas pode levar ao desaparecimento da espécie no bioma.

Especialistas defendem ações integradas. A estratégia inclui combate à caça, recuperação de populações de presas e fortalecimento das unidades de conservação.

A falta de presas ameaça a onça pintada na Mata Atlântica e amplia o desafio para políticas ambientais no Brasil.

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