A Figma elevou sua projeção de receita para 2026 após ver a demanda por ferramentas de inteligência artificial ganhar força entre clientes corporativos. A empresa agora espera faturar entre US$ 1,42 bilhão e US$ 1,43 bilhão no ano.
A previsão anterior ficava entre US$ 1,36 bilhão e US$ 1,37 bilhão. Após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, as ações da companhia subiram 15%.
O avanço reflete a monetização dos recursos de IA dentro da plataforma de design. Desde março, a Figma passou a cobrar créditos adicionais de usuários que ultrapassam os limites incluídos nos planos.
Ferramentas de IA impulsionam receita da Figma
A adesão aos créditos extras superou as expectativas da companhia. Mais de 75% dos clientes corporativos que já haviam atingido o limite continuaram pagando por consumo adicional em abril.
No primeiro trimestre, a receita da Figma chegou a US$ 333,4 milhões, acima da projeção de analistas, que esperavam US$ 313,2 milhões.
Para o segundo trimestre, a empresa estima receita entre US$ 348 milhões e US$ 350 milhões, também acima do consenso de mercado.
Figma Make vira aposta para protótipos com IA
A empresa tem colocado IA no centro de sua estratégia de crescimento. Um dos principais produtos nessa frente é o Figma Make, ferramenta que transforma comandos de texto em protótipos funcionais.
Durante a preparação para seu IPO, a companhia já havia indicado que os investimentos em inteligência artificial seriam relevantes, mesmo com impacto sobre eficiência no curto prazo.
A leitura da empresa é que a IA deve se tornar parte central dos fluxos de trabalho de design nos próximos anos.
Anthropic vira ameaça no mercado de design com IA
O bom momento da Figma vem acompanhado de uma preocupação: a entrada da Anthropic no mercado de design com IA.
Em abril, a startup lançou o Claude Design, ferramenta com recursos semelhantes aos de aplicativos populares de design.
A Figma estreou na bolsa em julho de 2025 com alta superior a 200%, em um movimento visto como sinal de reabertura para empresas de alto crescimento no mercado de IPOs.
