O Brasil consolidou sua posição como o maior produtor de morango da América Latina. Segundo a Embrapa, a produção nacional ultrapassou 275 mil toneladas em 2025, impulsionada pelo avanço tecnológico, pela adoção de novas cultivares e pelo aumento da produtividade nas principais regiões produtoras do país. Cultivado principalmente em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, o morango é produzido, em sua maioria, por agricultores familiares e representa uma importante fonte de renda para milhares de propriedades rurais.
Esse crescimento também amplia a preocupação com fatores climáticos capazes de comprometer a qualidade dos frutos e o desempenho das lavouras. Entre eles, as geadas estão entre os principais desafios do inverno, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra grande parte da produção nacional.
As baixas temperaturas podem provocar danos às flores, aos frutos e ao desenvolvimento das plantas, reduzindo a produtividade e gerando prejuízos ao produtor. Em uma cultura que demanda investimentos durante todo o ciclo produtivo, qualquer quebra de safra pode comprometer a rentabilidade da atividade.
Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, a melhor estratégia é adotar medidas preventivas antes da chegada do frio intenso. “A geada é um fator que o produtor não consegue controlar, mas é possível preparar a planta para enfrentar melhor esse período. Quando o manejo nutricional é realizado de forma preventiva, a cultura responde com mais equilíbrio fisiológico e maior capacidade de suportar o estresse provocado pelas baixas temperaturas.”
Entre as estratégias adotadas para o manejo preventivo está a utilização conjunta do Lannoite PLUS e do Potássio. Segundo Carvalho, a combinação contribui para fortalecer as plantas e melhorar sua resposta ao estresse causado pelas baixas temperaturas.
“Esperar a geada acontecer para agir significa trabalhar sobre um dano que já está instalado. O manejo preventivo permite que a planta esteja mais preparada para enfrentar essas condições, reduzindo os impactos sobre a produtividade e a qualidade dos frutos”, afirma Carvalho.
Com a produção brasileira em expansão e a recorrência de geadas nas principais regiões produtoras durante o inverno, o manejo preventivo tem ganhado espaço entre os produtores como uma estratégia para reduzir perdas e trazer mais segurança à safra. Mais do que proteger a lavoura, a adoção antecipada de boas práticas contribui para preservar a produtividade e a sustentabilidade econômica da atividade.
