O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) negou categoricamente ter favorecido bancos e grandes credores em seu plano de recuperação extrajudicial. O posicionamento oficial do GPA foi divulgado ao mercado em resposta a questionamentos enviados pela B3, após reportagem do jornal Valor Econômico revelar que seis impugnações e contestações haviam sido protocoladas por investidores e credores menores na Justiça de São Paulo.
Os pontos centrais da contestação judicial envolvem alegações de conflito de interesse em relação aos credores financeiros da companhia — com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4) —, além de questionamentos sobre a sobreposição do prazo para a escolha das opções de pagamento com a janela para a apresentação das objeções formais ao plano.
Em sua defesa junto à bolsa, o GPA esclareceu que os prazos de adesão e de impugnação foram formalmente encerrados em 13 de julho de 2026. A rede varejista enfatizou que o plano foi protocolado em juízo respaldado pelo apoio inicial de credores que detêm 57,49% da dívida elegível ao processo — quorum superior ao mínimo legal exigido pela Lei de Falências e Recuperações para a homologação da recuperação extrajudicial.
A estrutura inicial do acordo contou com o aval de grandes instituições financeiras de peso, como Itaú Unibanco, BTG Pactual, Rabobank e HSBC. Segundo os dados mais recentes consolidados pelo GPA, após a consolidação da janela de adesão, aproximadamente 98% dos créditos totais sujeitos ao plano manifestaram sua escolha de forma válida perante a companhia.
Do volume total de credores que aderiram ao processo, a estimativa preliminar da varejista aponta que 88,4% optaram pela “Opção A” de reestruturação. Essa modalidade prevê a injeção de novos recursos na companhia nos termos pactuados no plano, sendo um pilar crucial para assegurar a liquidez operacional do GPA no curto prazo.
A companhia reiterou que o processo transcorreu com total transparência e estrito cumprimento das normas legais, reafirmando que o plano busca garantir a sustentabilidade financeira do grupo e a preservação das atividades da rede no país de forma equitativa.
