O Grupo SBF (SBFG3), proprietário da rede Centauro, encerrou o ano de 2025 com um lucro líquido acumulado de R$ 327,9 milhões, o que representa uma retração de 38,8% em comparação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 128,3 milhões, uma queda mais moderada, de 5,1%, em relação ao mesmo período de 2024.
Apesar da baixa na última linha do balanço, a companhia registrou expansão em suas vendas. A receita líquida atingiu R$ 2,43 bilhões entre outubro e dezembro, um avanço de 11,8%.
No consolidado do ano, o faturamento somou R$ 7,74 bilhões, alta de 8,2% frente a 2024. O desempenho comercial positivo, contudo, não foi suficiente para compensar a pressão sobre a rentabilidade.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do quarto trimestre totalizou R$ 270,7 milhões, queda de 4,8% na base anual. A margem Ebitda, indicador que mede a eficiência operacional, recuou 1,9 ponto percentual, fixando-se em 11,1%. No acumulado de 2025, o Ebitda atingiu R$ 951,1 milhões, com margem de 12,3%.
Segundo os dados divulgados, o Grupo SBF enfrentou uma compressão de margens ao longo do período. A margem bruta anual fechou em 48,3%, impactada por pressões operacionais que limitaram a conversão do crescimento da receita em lucro.
O resultado reflete os desafios da companhia em equilibrar o aumento das vendas com os custos de operação e a manutenção da rentabilidade em um cenário de custos elevados.
Já sua concorrente, a Track & Field, foi destaque positivo para analistas da XP Investimentos, que classificaram o crescimento da companhia como um dos mais robustos do setor sob sua cobertura. A receita líquida consolidada da empresa cresceu 18% na base anual, atingindo R$ 323 milhões. O desempenho foi impulsionado pela renovação do parque de lojas — com 60% das unidades já operando em novo formato — e pela abertura de 37 novos pontos de venda nos últimos 12 meses. A assertividade das coleções e o posicionamento da marca como opção para presentes foram fundamentais para sustentar o ritmo de vendas.
O BTG Pactual reiterou sua recomendação de compra para TFCO4, com preço-alvo de R$ 19. O banco fundamenta sua análise no modelo asset-light (baixo uso de ativos próprios) da varejista, que garante margens elevadas e alto retorno sobre o capital investido (ROIC). Além disso, o ecossistema de vendas sociais e o forte alinhamento com franqueados tornam a ação atrativa, sendo negociada a 13 vezes o lucro projetado para 2026.
