A Lightrock iniciou uma captação de até R$ 185 milhões para seu segundo fundo dedicado à América Latina. A gestora global de private equity, criada a partir do grupo financeiro ligado à família principesca de Liechtenstein, já investiu em empresas como Buser, Creditas, Agrolend, dr.consulta, Dock e General Water.
O novo veículo, chamado Lightrock Latam Fund II, tem foco em empresas de impacto na região. Entre as teses estão transição energética e serviços essenciais, áreas que vêm atraindo capital em meio à busca por negócios com crescimento, escala e impacto social ou ambiental mensurável.
O fundo já tem investimentos em empresas como a produtora de biomassa ComBio, controlada pelo empresário Paulo Skaf Filho, e a startup de seguros Azos.
Fundo mira empresas com receita acima de R$ 50 milhões
O regulamento do Lightrock Latam Fund II prevê investimento em companhias com receita bruta anual a partir de R$ 50 milhões.
Outro critério é a alavancagem. As empresas investidas devem ter dívida líquida equivalente a, no máximo, seis vezes o Ebitda, indicador que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
A tese também tem recorte regional. Pelo menos 75% do capital deve ser destinado a empresas no Brasil e no México, combinados.
Cada companhia investida precisa ter sede ou a maior parte das operações na América Latina, além de gerar ao menos metade da receita na região.
Proparco fará aporte no fundo
Um dos investidores já conhecidos é a Proparco, braço de financiamento ao setor privado da Agência Francesa de Desenvolvimento.
A instituição anunciou em maio um aporte de US$ 15 milhões, cerca de R$ 75 milhões, no fundo da Lightrock. Com isso, sua exposição total à gestora chega a US$ 25 milhões.
A presença da Proparco reforça o perfil de impacto do fundo, com foco em empresas que combinam crescimento econômico e contribuição para temas como acesso a serviços, sustentabilidade e eficiência produtiva.
Histórico inclui Creditas e Buser
A Lightrock chega à nova captação com presença relevante no Brasil e na América Latina.
O primeiro fundo regional da gestora, o Latam Fund I, tem R$ 1 bilhão e investiu em empresas como Creditas, a mexicana Konfío, a chilena Betterfly e a colombiana Tul.
No portfólio regional mais amplo da casa também aparecem Agrolend, Buser, dr.consulta, Dock e General Water.
A presença nessas empresas mostra a atuação da gestora em diferentes frentes, como crédito, mobilidade, saúde, infraestrutura financeira, água, tecnologia e serviços digitais.
Gestora nasceu ligada à família de Liechtenstein
A Lightrock foi fundada em 2009 por iniciativa do príncipe Max von und zu Liechtenstein, que preside a gestora e também o LGT, grupo financeiro da família principesca.
A empresa se tornou independente e adotou a marca Lightrock em 2021.
Desde então, a gestora passou a se posicionar como uma das plataformas globais de investimento de impacto, com atuação em negócios que buscam retorno financeiro e impacto positivo em temas sociais e ambientais.









