Grupo Toky amplia prejuízo líquido para R$ 75,5 milhões no 1º trimestre

O Grupo Toky (TOKY3) reportou na noite de terça-feira um prejuízo líquido de R$ 75,5 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa uma deterioração do indicador financeiro em relação ao mesmo período de 2025, quando a companhia havia registrado um saldo negativo de R$ 44,0 milhões.

Conforme o balanço contábil publicado pela empresa — anteriormente conhecida no mercado de capitais como Mobly —, a receita operacional líquida sofreu uma retração de quase 19% no comparativo anual, fixando-se em R$ 309,4 milhões. A compressão do faturamento e o aumento das despesas operacionais pesaram sobre a rentabilidade da varejista de móveis e decorações no trimestre.

O desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) acompanhou a tendência de queda, registrando um recuo severo de quase 73% ao totalizar R$ 14,2 milhões.

As vendas brutas consolidadas da companhia, mensuradas pelo conceito de Volume Bruto de Mercadorias (GMV), também apresentaram retração, recuando perto de 16% para o patamar de R$ 418,6 milhões no encerramento de março.

A linha final do balanço, que quase dobrou o prejuízo líquido para R$ 75,5 milhões, foi severamente impactada pelas despesas financeiras. O Grupo Toky herdou estruturas de endividamento anteriores à fusão em um cenário de taxas de juros domésticas que permaneceram elevadas. O custo do carregamento das dívidas e o pagamento de juros a bancos e fornecedores consumiram o pouco resultado operacional gerado, aprofundando o prejuízo do trimestre.

A deterioração das métricas financeiras do Grupo Toky reflete os desafios de integração de ativos e de conversão de vendas em um cenário de consumo doméstico pressionado para bens duráveis. O mercado deve monitorar os próximos passos da administração para recompor as margens operacionais e estancar a queima de caixa ao longo do ano fiscal de 2026.

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