Hidrovias do Brasil registra prejuízo de R$ 361 milhões no 4º trimestre

A Hidrovias do Brasil (HBSA3) apresentou uma recuperação consistente em seus indicadores operacionais e financeiros ao longo de 2025, conseguindo reduzir drasticamente o seu prejuízo anual.

Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira (3), a companhia fechou o ano com um prejuízo líquido de R$ 141 milhões, um montante 75% inferior à perda de R$ 569 milhões registrada em 2024. No recorte do quarto trimestre (4T25), o prejuízo foi de R$ 361 milhões, uma melhora de 11% em relação ao resultado negativo do mesmo período do ano anterior.

O desempenho operacional foi o grande motor dessa recuperação, com o volume total transportado saltando 65% apenas no último trimestre de 2025. No acumulado do ano, a expansão logística foi de 22%, o que impulsionou a receita líquida anual para R$ 2,438 bilhões — uma alta de 47% sobre o exercício de 2024. No quarto trimestre, a receita somou R$ 507 milhões, mais que o dobro do registrado um ano antes, apesar de uma retração pontual de 28% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

No campo da rentabilidade, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente revelou a força da operação ao atingir R$ 1,125 bilhão no consolidado do ano, crescimento expressivo de 95%.

A margem Ebitda ajustada saltou de 33% para 46% em doze meses, refletindo ganhos de eficiência. No trimestre isolado, a geração de caixa operacional ajustada foi de R$ 160 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 8 milhões observado no 4T24.

Os números indicam que, embora a última linha do balanço ainda reflita impactos contábeis ou financeiros que mantêm o resultado líquido no vermelho, a Hidrovias do Brasil encerrou 2025 com uma estrutura de custos mais enxuta e uma capacidade de geração de valor significativamente ampliada.

A melhora de 11 pontos percentuais na margem Ebitda anual reforça a tese de maturação dos ativos e otimização das rotas logísticas da companhia.

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