A transformação de conhecimento científico em negócios inovadores acaba de ganhar um novo impulso no Paraná. A HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), anunciou um conjunto de investimentos que totaliza R$ 14,5 milhões para ampliar sua infraestrutura de inovação e acelerar a conexão entre pesquisa, tecnologia e mercado. O plano inclui a criação de novos centros temáticos até 2030, com foco em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.
O principal anúncio é o investimento de R$ 10 milhões na criação de um novo hub dedicado ao desenvolvimento de deeptechs dentro do campus da universidade, em Curitiba. A iniciativa busca fortalecer o ambiente de inovação voltado a startups de base científica, promovendo a aproximação entre pesquisadores, empreendedores, investidores e empresas interessadas em transformar conhecimento acadêmico em soluções de mercado.
O novo espaço foi concebido para atender às demandas específicas de negócios intensivos em tecnologia e ciência, oferecendo infraestrutura especializada, programas de aceleração, mentorias, conexões com investidores e oportunidades de desenvolvimento comercial.
“Deeptechs exigem um ambiente diferente daquele tradicionalmente encontrado no ecossistema de startups. São empresas que nascem da pesquisa científica, demandam ciclos mais longos de desenvolvimento e possuem grande potencial de transformação econômica e social. Nosso objetivo é criar as condições necessárias para que essas iniciativas consigam evoluir, atrair investimentos e gerar impacto real”, afirma Marcelo Moura, diretor da HOTMILK.
Além do novo hub de deeptechs, a HOTMILK também anunciou a ampliação do CISIA (Centro Integrado de Soluções em Inteligência Artificial), iniciativa voltada à aplicação prática da inteligência artificial em desafios reais do mercado. O centro receberá R$ 1,5 milhão em novos investimentos para expansão de sua estrutura e equipe especializada.
Atualmente, o CISIA já conta com infraestrutura tecnológica e equipamentos avaliados em mais de R$ 3 milhões, consolidando-se como uma plataforma de inovação aplicada capaz de conectar empresas, pesquisadores e especialistas para o desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial.
“O CISIA representa uma evolução importante na atuação da HOTMILK junto ao mercado. Nosso objetivo é transformar conhecimento e tecnologia em soluções concretas para empresas e organizações, conectando inovação aplicada às necessidades e tendências que estão moldando os setores produtivos”, destaca o diretor da HOTMILK.
Os investimentos fazem parte de um plano estratégico de longo prazo que prevê a criação de três novos centros de inovação temáticos até 2030. A proposta é desenvolver ambientes especializados capazes de reunir talentos, infraestrutura, empresas, pesquisadores e investidores em torno de desafios específicos de diferentes setores econômicos.
Nesse contexto, a HOTMILK também avança na implantação de um hub dedicado às healthtechs, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado. O espaço contará com 1.500 metros quadrados voltados exclusivamente à inovação em saúde, criando um ambiente para desenvolvimento, validação e aceleração de soluções tecnológicas para o setor.
Paralelamente, a instituição trabalha na estruturação de novos hubs voltados aos segmentos de agrotechs e climatechs. As iniciativas encontram-se em fase final de aprovação e captação de recursos e deverão ampliar ainda mais a atuação da HOTMILK em áreas consideradas estratégicas para o futuro da economia e da sustentabilidade.
“A especialização dos ambientes de inovação permite criar conexões mais qualificadas entre empreendedores, pesquisadores e mercado. Quando reunimos competências, infraestrutura e conhecimento em torno de grandes desafios, aumentamos significativamente as chances de gerar soluções capazes de transformar setores inteiros da economia”, acrescenta Marcelo Moura.
Atualmente, a HOTMILK reúne um dos principais ecossistemas de inovação universitária do Brasil, conectando mais de 150 startups, empresas, investidores e centros de pesquisa. As startups apoiadas pelo ecossistema possuem projeção de faturamento de R$ 749 milhões em 2026, refletindo a maturidade crescente dos empreendimentos e a capacidade de transformar conhecimento em negócios escaláveis. Com os novos investimentos, a expectativa é ampliar a geração de negócios inovadores, fortalecer a transferência de tecnologia da academia para o mercado e consolidar o Paraná como uma referência nacional em inovação, inteligência artificial e desenvolvimento de startups de base científica.
Ao todo, os projetos já anunciados somam R$ 14,5 milhões em investimentos, valor que reforça a aposta da HOTMILK na construção de uma infraestrutura capaz de transformar pesquisa em desenvolvimento econômico, gerar novas oportunidades de negócios e impulsionar a competitividade do país nos setores de maior intensidade tecnológica.









