Em um mercado financeiro cada vez mais automatizado, a HUMU decidiu apostar em um caminho diferente. A fintech fundada em Umuarama, no Paraná, vem expandindo sua operação nacional com foco em atendimento humano para empresas de médio porte.
A companhia movimenta mais de R$ 9 bilhões por mês, atende cerca de 5 mil clientes e registra mais de 300 mil transações Pix mensais. Mesmo com esse volume, a empresa afirma que busca se diferenciar ao combinar tecnologia, proximidade no relacionamento e atendimento feito por equipes especializadas.
“A transformação digital trouxe ganhos importantes de eficiência para o mercado financeiro, mas também criou relações impessoais. Acreditamos que a tecnologia deve simplificar processos sem eliminar o contato humano”, afirma Rodrigo Grossi, COO da HUMU.
Fintech mira empresas de médio porte
A HUMU atua como Sociedade de Crédito Direto, modalidade regulada pelo Banco Central. A empresa oferece soluções integradas de pagamentos, crédito, investimentos, energia e tecnologia para clientes corporativos.
O foco está em empresas de médio porte, que muitas vezes precisam de atendimento mais consultivo do que o oferecido por plataformas totalmente automatizadas.
Para a companhia, esse público busca eficiência digital, mas também precisa de orientação, suporte e relacionamento próximo para lidar com decisões financeiras do dia a dia.
“Nosso objetivo é combinar soluções financeiras modernas e seguras com um atendimento próximo, capaz de compreender os desafios de cada cliente e entregar respostas que façam sentido para o seu negócio”, afirma Grossi.
Origem no interior vira diferencial
Fundada em Umuarama, a HUMU atribui parte de sua estratégia à cultura empresarial do interior, marcada por relações de confiança e vínculos de longo prazo.
Para crescer sem perder proximidade, a fintech adota uma rede de parceiros regionais licenciados. Esses parceiros atuam no relacionamento comercial e no suporte local, aproximando a empresa de clientes em diferentes regiões do país.
“A expansão da HUMU para outras regiões do país tem como base uma cultura de confiança, proximidade e relacionamento. Por meio do modelo de licenciamento, a companhia consegue ampliar atuação em escala sem perder a essência que sustenta a trajetória”, diz o executivo.
Tecnologia sem abrir mão do contato humano
A estratégia da HUMU vai na contramão de uma tendência forte no setor financeiro. Bancos, fintechs e plataformas digitais vêm ampliando o uso de automação, inteligência artificial e atendimento por chatbots para ganhar escala e reduzir custos.
No caso da HUMU, a tecnologia é usada para simplificar processos e dar suporte à operação, mas não para substituir completamente a interação com os clientes.
A empresa vê o atendimento humano como parte da proposta de valor, especialmente em um segmento no qual decisões financeiras impactam fluxo de caixa, crédito, pagamentos e investimentos das empresas.









