Em um momento em que cada vez mais brasileiros recorrem à medicina reprodutiva para realizar o sonho de ter filhos, o Grupo Huntington, um dos principais grupos de Reprodução Assistida do país, anuncia a ampliação de sua infraestrutura tecnológica e ultrapassa a marca de R$ 20 milhões investidos em inovações aplicadas à reprodução assistida.
A aquisição da oitava incubadora EmbryoScope® Time-lapse – um equipamento avaliado em R$ 2,6 milhões -, de última geração, fortalece a estrutura da Huntington para acompanhar, com mais precisão e segurança, o desenvolvimento de embriões durante os tratamentos de fertilidade. Com isso, a empresa passa a operar o maior parque tecnológico do país dedicado à embriologia clínica com apoio de inteligência artificial.
Na prática, a tecnologia permite observar o desenvolvimento embrionário de forma contínua, sem interferências, reunindo informações que ajudam os especialistas ao longo do tratamento. O objetivo é oferecer mais previsibilidade e apoiar o trabalho dos embriologistas em uma das etapas mais sensíveis da reprodução assistida.
Além dos equipamentos, a Huntington se destaca por desenvolver uma inteligência artificial própria, criada no Brasil para apoiar a seleção embrionária. Batizada de MAIA, a IA analisa padrões de desenvolvimento dos embriões e auxilia os especialistas na identificação daqueles com maior potencial de implantação.
Os resultados da tecnologia brasileira já foram reconhecidos internacionalmente. O grupo foi o primeiro do país a publicar dados de uma IA desenvolvida nacionalmente em um periódico científico do grupo Nature, uma das referências globais em ciência.
“O uso de tecnologia na reprodução assistida não é novidade, mas desenvolver inteligência artificial própria, validada cientificamente e aplicada em escala é um passo relevante para o setor”, afirma o Dr. José Roberto Alegretti, diretor de Embriologia do Grupo Huntington. “Essa expansão nos permite ampliar o alcance de uma estrutura que já é referência no país.”
O desenvolvimento da MAIA teve início em 2018, em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com um diferencial importante: a tecnologia foi treinada a partir de dados de pacientes brasileiras. A proposta era criar uma ferramenta alinhada às características clínicas e genéticas da população atendida no país.
“Grande parte das soluções disponíveis hoje é importada. A MAIA nasce de pesquisa nacional e foi pensada para a realidade das pacientes brasileiras”, explica Mariana Nicolielo, gerente nacional de tecnologia de embriologia da Huntington.
Atualmente, a estrutura do grupo permite o acompanhamento simultâneo de até 240 embriões, distribuídos entre diferentes unidades. O investimento em tecnologia faz parte de um ciclo contínuo que combina pesquisa científica, validação clínica e aplicação prática no dia a dia dos tratamentos.
A incorporação de inteligência artificial à medicina reprodutiva marca uma nova fase do setor no Brasil. À medida que a tecnologia passa a complementar a análise humana, clínicas e pacientes ganham mais informações para conduzir tratamentos de forma responsável e baseada em evidências.
“A reprodução assistida vive um momento de transformação. Ter ciência desenvolvida no Brasil, com dados locais e validação rigorosa, é fundamental para avançar com segurança”, conclui Alegretti.
Com atuação em estados como São Paulo, Bahia, Goiás e Minas Gerais, a Huntington reforça sua posição como uma das principais referências em reprodução assistida no país, unindo inovação tecnológica, pesquisa científica e cuidado com quem busca formar uma família.
