O Ibovespa opera em ritmo de estabilidade nesta quarta-feira, após atingir a marca histórica de 192 mil pontos nas primeiras horas do pregão. O movimento é marcado por uma realização de lucros natural após o recorde intradia de 192.623,56 pontos, enquanto os investidores equilibram o otimismo vindo do exterior com a safra de balanços locais e o cenário político doméstico.
Por volta das 11h05, o principal índice da B3 registrava uma leve alta de 0,18%, sustentado pelo desempenho positivo de commodities e grandes bancos.
No cenário internacional, o mercado aguarda com expectativa o balanço da Nvidia, que deve ditar o tom das bolsas em Wall Street, enquanto a valorização do petróleo e do minério de ferro oferece suporte às empresas exportadoras brasileiras.
Internamente, o foco se divide entre a pesquisa Atlas/Bloomberg, que mantém o presidente Lula na liderança das intenções de voto para outubro, e o fluxo de resultados corporativos que movimentam setores específicos da bolsa.
A Petrobras (PETR4) registra alta de 0,43%, acompanhando a valorização do barril de petróleo Brent. No setor bancário, o destaque positivo é o Banco do Brasil (BBAS3), com avanço de 1,59%, enquanto o Santander Brasil (SANB11) caminha na contramão e recua 1,2%, influenciado pelo plano estratégico anunciado por sua matriz na Espanha. No setor de proteínas, a MBRF (MBRF3) sobe 2,5%, impulsionada por novos aportes para financiamento de produtores rurais.
Por outro lado, o dia é negativo para empresas que frustraram as expectativas em seus balanços. O GPA (PCAR3) lidera as perdas com queda superior a 5% após reportar um prejuízo acima do esperado, acompanhado pela ISA Energia (ISAE4), que cede 3,4% após uma queda expressiva no lucro anual.
A WEG (WEGE3) também opera no vermelho, com recuo de 1,73%, refletindo um lucro trimestral abaixo das projeções, apesar da melhora reportada em suas margens operacionais.
