O mercado acionário brasileiro viveu um dia histórico nesta segunda-feira (9). O Ibovespa, principal índice de referência da B3, rompeu a barreira dos 186 mil pontos pela primeira vez em sua história, fechando com alta de 1,8%, aos 186.241,15 pontos. O recorde foi impulsionado pelo desempenho das “blue chips” — como Itaú Unibanco (ITUB4), Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) — e por um ambiente favorável nas bolsas de Nova York.
O otimismo dos investidores é alimentado por um fluxo contínuo de capital estrangeiro. Somente nos primeiros dias de fevereiro, o saldo positivo já atinge R$ 2,9 bilhões, após um janeiro de forte entrada líquida (R$ 26,3 bilhões).
Analistas do Santander apontam que o Brasil está se beneficiando de uma “rotação global” de portfólios, na qual investidores retiram recursos de mercados desenvolvidos, como os EUA, para buscar oportunidades em países emergentes, elevando o valor de mercado das empresas locais.
No cenário doméstico, as declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também trouxeram alívio ao mercado. Ao utilizar a palavra “calibragem” para definir o atual ciclo da política monetária, Galípolo sinalizou que a melhora nos dados de inflação permite considerar cortes nos juros, embora com prudência. Esse tom foi bem recebido pelos investidores, provocando uma queda nas taxas de juros futuros (DIs) e favorecendo o apetite por risco na renda variável.
Além do desempenho na bolsa, o governo aproveitou o bom humor do mercado externo para realizar uma captação de US$ 4,5 bilhões por meio da emissão de títulos da dívida soberana.
A operação incluiu um novo papel de 10 anos e a reabertura de um título com vencimento em 2056, reforçando a liquidez do Brasil no exterior. Com o volume financeiro do pregão somando R$ 27,83 bilhões, o Ibovespa consolida sua trajetória de alta em meio a um cenário de maior confiança na economia brasileira.









