Instituto Reciclar destaca impacto social e reforça agenda ESG em relatório anual

Instituto Reciclar aponta indicadores de impacto social na vida jovens por meio de trabalho, renda e diversidade no Brasil (foto divulgação)

O Instituto Reciclar divulgou seu relatório anual de atividades, trazendo resultados que reforçam sua atuação estratégica nas agendas de responsabilidade social e ESG no Brasil. Os dados evidenciam o impacto direto da organização na formação de jovens em situação de vulnerabilidade, com reflexos concretos em empregabilidade, geração de renda e inclusão produtiva, temas cada vez mais centrais para empresas comprometidas com desenvolvimento sustentável.

A formação técnica aliada ao desenvolvimento socioemocional tem se mostrado um diferencial decisivo para a empregabilidade de jovens no Brasil. É o que aponta o novo relatório do Instituto Reciclar, que registrou, em 2025, uma taxa de 94% de inserção no mercado de trabalho entre participantes do seu programa educacional, além de um aumento médio de 70% na renda familiar após a conclusão da formação.

O resultado reflete uma mudança no perfil de contratação das empresas, que passaram a priorizar profissionais capazes de aliar qualificação técnica a competências comportamentais, como comunicação, proatividade e pensamento analítico. Essas habilidades fazem parte da formação oferecida pela instituição ao longo de três anos, com foco na preparação para o mercado de trabalho.

“Hoje, não basta apenas a formação técnica. As empresas buscam jovens que saibam se comunicar, resolver problemas e se adaptar a diferentes contextos. A formação integrada amplia as chances de inserção e permanência no mercado. No Instituto Reciclar, trabalhamos com foco em inserção produtiva, preparando jovens em situação de vulnerabilidade para o mercado de trabalho e ampliando as possibilidades de transformação de suas realidades e de suas famílias”, afirma Carlos Henrique Lima, Diretor Executivo do Instituto Reciclar.

Além da empregabilidade, os dados também evidenciam impacto relevante em diversidade e inclusão, pilares fundamentais das estratégias ESG. Em 2025, 332 jovens foram atendidos diretamente pelo programa educacional, com foco em inserção produtiva. Entre os formados, 67% são mulheres e 65% são negros, reforçando o papel da qualificação profissional como ferramenta de acesso ao mercado de trabalho para grupos historicamente sub-representados. No mesmo período, mais de 1.050 jovens participaram de programas de mentoria com profissionais de empresas parceiras, enquanto 80 foram capacitados em tecnologia, área que segue entre as mais demandadas por mão de obra qualificada.

O alcance das iniciativas também se estende à base do sistema educacional. Por meio do Programa de Apoio à Educação Pública (PAEP), cerca de 90 mil professores da rede pública foram capacitados no último ano, com o objetivo de fortalecer sua atuação em sala de aula e ampliar sua capacidade de formação dos estudantes. O programa desenvolve competências que vão além do conteúdo tradicional, com foco em habilidades socioemocionais, gestão de projetos e letramento digital, apoiando os educadores na preparação dos alunos para os desafios atuais. Como efeito indireto, a iniciativa alcança aproximadamente 500 mil estudantes em todo o país.

O relatório ainda aponta que o modelo adotado pelo Instituto está alinhado às demandas atuais do mercado de trabalho, especialmente em setores que exigem habilidades híbridas. Nesse contexto, iniciativas do terceiro setor voltadas à formação integrada ganham protagonismo não apenas na redução das desigualdades, mas também como aliadas das empresas em suas metas de impacto social e desenvolvimento sustentável.

A instituição, que completou 30 anos de atuação, vem expandindo sua presença nacional com programas que vão da formação técnica à mentoria e apoio à universidade. A estratégia inclui também plataformas digitais, que já alcançaram 8.500 jovens, ampliando o acesso à qualificação profissional em diferentes regiões do país.

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