Itaú BBA projeta Ibovespa a 185 mil pontos em 2026

Após o Ibovespa registrar um retorno expressivo de 50% em dólares no último ano, o Itaú BBA reforçou seu otimismo com a Bolsa brasileira, projetando novo fôlego para 2026. O banco elevou o preço-alvo do principal índice acionário do país para 185 mil pontos ao final do ano, partindo do patamar de 155 mil pontos previsto para o encerramento de 2025. A nova meta implica em um retorno total estimado de 20%, considerando não apenas a valorização dos papéis, mas também o pagamento de dividendos e as recompras de ações. Com isso, a instituição reiterou sua recomendação overweight, sugerindo uma exposição acima da média do mercado para o Brasil.

A tese de valorização do banco sustenta-se em quatro pilares fundamentais, começando pelo cenário externo favorável. A expectativa de um ciclo de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) deve redirecionar o fluxo de capital global para mercados emergentes, beneficiando o Brasil em um momento de possível flexibilização monetária doméstica e melhora no ambiente macroeconômico.

Além disso, o Itaú BBA destaca que o Brasil negocia a múltiplos atrativos, abaixo da média de seus pares emergentes. O terceiro pilar aponta para um crescimento sólido dos lucros corporativos, especialmente em empresas voltadas ao mercado interno, que devem ver seus resultados acelerarem para taxas de dois dígitos com a queda dos juros.

Outro fator determinante para a alta é o baixo posicionamento atual dos investidores locais. A alocação em renda variável no Brasil retornou aos níveis de 2017, indicando que ainda há muito espaço para a entrada de capital doméstico na Bolsa, apesar de o mercado sinalizar uma condição de sobrecompra no curtíssimo prazo.

No entanto, o relatório pondera que o risco fiscal permanece como o principal obstáculo para a concretização dessa tese. Diante desse cenário, a estratégia do banco prioriza “cíclicas de qualidade” e empresas com valuations atraentes, mantendo uma preferência por ações domésticas de grande capitalização.

Entre as ações preferidas, o portfólio do Itaú BBA destaca nomes como Equatorial, Auren Energia, Multiplan, Bradesco e BTG Pactual, além de Cyrela e Rede D’Or. No segmento de commodities e exportadoras, as escolhas recaem sobre PRIO e Suzano. O banco também promoveu ajustes em seu portfólio ativo ampliado, com as entradas de Eneva, Nubank, Pague Menos e Tenda, enquanto retirou ativos como Direcional, Azzas 2154, Assaí e Rumo. Para esta carteira selecionada, o potencial de retorno total estimado é ainda mais ambicioso, chegando a 28% no acumulado do ano.

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